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SXSW 2026
Nos próximos anos, a Inteligência Artificial pode substituir buscadores como Google. Se preparar para este cenário é fundamental para marcas que desejam ter uma presença consolidada na web.
Algumas palestras do SXSW, festival de inovação e cultura que ocorreu em Austin (EUA) no mês passado, trouxeram o novo comportamento de busca de produtos e serviços pelos chats de Inteligência Artificial. Uma evolução dos buscadores que usamos há algumas décadas!
Na verdade, para os mais jovens, GenZ e Alpha, este caminho já vinha se alterando. Este grupo ampliou a busca de produtos e serviços pelas redes sociais e canais de conteúdo, como o Youtube. Mas como foi um comportamento mais focado nestas gerações, nem todos acompanharam esta mudança.
Segundo dados apresentados no SXSW, por volta de 20% das buscas por produtos ou serviços já acontecem pelos chats de IA! Este número se refere ao mercado americano, mas acredito que tenhamos uma rápida evolução por aqui também. Afinal, o brasileiro se adapta muito rápido às novas tecnologias.
Por se tratar de alterações muito recentes, poucos sabem o que realmente representa esta mudança de comportamento do cliente e as necessidades de adequação das marcas/empresas!
Vem comigo, vamos explorar o tema!
Neste novo ciclo, quando o cliente faz uma busca no chat de IA, ele descreve mais sobre a ocasião de uso e necessidades num contexto.
Vamos usar um exemplo de uma pessoa que busca um vestido para casamento:
Como puderam perceber acima, será necessário muito mais informações dos produtos e serviços para que a inteligência artificial possa responder ao “prompt” de maneira assertiva.
Neste novo contexto, as empresas precisarão enriquecer as descrições de seus produtos/serviços para que a IA identifique a sinergia do que a marca oferece, com o que está sendo pesquisado pelos clientes.
Para meus amigos de comunicação, podemos dizer que saímos da era do SEO (Search Engine Optimization), que é o conjunto de estratégias de otimização para motores de busca como o Google, e seguimos para o AEO (Answer Engine Optimization), que adapta o conteúdo para pesquisas por voz, como Alexa, e chats de IA que demandam respostas mais longas e conversacionais.
A credibilidade das recomendações e informações trazidas pelos chats de IA são um ponto importante para que os usuários se mantenham nas conversas. Dados de má qualidade podem fazer com que haja o abandono e troca por outra opção mais confiável.
Ciente deste ponto, as marcas/empresas precisarão estar mais atentas ao que está sendo falado da empresa em qualquer canal, seja proprietário ou não.
Alguns canais para ficar de olho:
Os chats de inteligência artificial farão rapidamente uma varredura sobre tudo que é falado sobre um determinado produto que foi solicitado pelo usuário, passando por diferentes marcas. Caso haja qualquer informação que seja negativa, não haverá a recomendação do produto da marca, afinal, a credibilidade de uma boa recomendação é o ponto de partida da IA.
Compreenderam como a dinâmica mudará rapidamente?
Trago uma provocação muito boa de Roger Zhu, sócio na consultoria Bain & Company. “Em tempos de recomendação de compra realizada pela IA, quem detém a relação com cliente?”
Vamos pensar….
Até o nosso momento presente, o diálogo se dá pelo cliente fazendo perguntas diretamente para a marca ou realizando uma busca de possibilidades! No novo ciclo, a IA detém o poder da recomendação e apresentará ao cliente o que ELA entende como relevante e seguro.
Ou seja, quem detém a relação e o poder de influência no cliente é a IA! E acho que vocês já sabem que não será fácil fazer “publicidade” para a IA!
Ela é racional e não emocional!
Então precisamos estar preparados para um novo momento! Sua marca/empresa está?
Se pudesse se dar uma nota de 1 a 5 sendo que 1 é muito distante e 5 totalmente preparado para o novo ciclo, qual seria? Me conte qual a sua nota, adoraria saber!
Abraços e até a próxima semana!
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