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Novo lançamento da Chevrolet reaproveita motor e plataforma do Onix, mas recebe incrementos para ser chamado de “SUV cupê”
A Chevrolet está com sua linha de automóveis nacionais defasada há muito tempo. Seus modelos como Onix, Tracker e picape S10, são projetos do passado, obsoletos tanto na plataforma, quanto no design como no conjunto mecânico e que vão ganhando sobrevida com pequenas atualizações, mas já não suportam mais mudanças. A rede de concessionárias não está feliz com este posicionamento da General Motors e teme pelo futuro se a marca não renovar seu portfólio com urgência.
Mas para dar uma enganadinha no mercado, a Chevrolet resolveu criar um SUV compacto com base no velho Onix e assim surgiu o Sonic, com o nome resgatado do passado de um modelo que era importado e foi fracasso de vendas no Brasil. Na verdade, o Sonic de agora é um Onix anabolizado. Mesma plataforma e mesma motorização.
Ganhou um design meio crossover, mas a Chevrolet chama de SUV cupê, o que na verdade não é. Chega para brigar com cachorro grande, como o Volkswagen Tera, que é moderno, tecnológico e sucesso total de vendas. E o motor 1.0 do Sonic é um velho conhecido que tem um problema crônico que é a quebra prematura da correia dentada banhada a óleo, entope o pescador de óleo e causa falha total do motor. A GM afirma que este problema já foi resolvido. Agora é esperar o carro começar a aparecer para ver se suas vendas serão realmente como a marca espera.
O novo Chevrolet Sonic é elogiado pelo custo-benefício e pacote de segurança, mas tem pontos fracos. Os principais problemas incluem a polêmica correia dentada banhada a óleo, ausência de piloto automático adaptativo, freios traseiros a tambor e acabamento com plásticos rígidos no interior.
Outro ponto negativo no Sonic é o freio. O conjunto utiliza discos na dianteira, mas freios a tambor nas rodas traseiras, algo criticado por motoristas que buscam tecnologias de frenagem mais modernas.
Quanto ao acabamento interno, apesar da evolução em relação ao seu irmão Onix, há uso de plástico rígido em várias partes da cabine, o que pode decepcionar dependendo do nível de refinamento esperado na faixa dos R$ 130.000
É um SUV compacto e com isso o espaço no banco traseiro é diminuto. Devido ao caimento mais esportivo e cupê do teto, passageiros mais altos podem sofrer com a falta de espaço para a cabeça na fileira de trás, além de também ser bem aberto para as pernas de quem viaja no banco de trás.
Apesar dos pontos negativos, o novo SUV compacto da Chevrolet apresenta detalhes interessantes e que devem chamar atenção do consumidor. Um deles é o design, moderno, bonito e que agrada ao primeiro olhar. Principalmente a traseira, que ganhou elementos que remetem aos modelos elétricos da General Motors. O acabamento é normal, sem nenhuma grande expectativa, mas apresenta um painel digital de oito polegadas e uma tela multimídia de 12 polegadas.
A Chevrolet destacou o pacote de segurança do Sonic, mas não tem piloto automático adaptativo, o que vem em seus concorrentes diretos, mas tem frenagem de emergência. O carro também tem o sistema de estacionamento automático, mas que pouca gente usa. Não é um item de interesse de compra.
Mas a rede de concessionárias, carente de novos lançamentos da marca, está otimista com as vendas. O Sonic fica acima do Onix e abaixo do SUV Tracker, apesar de ter preço muito parecido com este segundo. Os revendedores precisam de um novo gás, um novo estímulo, pois há anos estão batalhando com modelos envelhecidos. Modernos mesmo somente os carros elétricos que a GM está trazendo para o Brasil, mas que despertam pouco interesse do público e têm vendas baixas.
*A opinião do colunista não reflete necessariamente a opinião do portal.
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