SXSW 2026
SXSW 2026
Direto do SXSW, insights sobre tendências globais e o impacto da inteligência artificial como um caminho sem volta — e ainda pouco compreendido.
Espero que tenham acompanhado a minha jornada no SXSW neste mês. O festival que acontece em Austin, Texas, é reconhecido por trazer diálogos de temas que serão relevantes no curto prazo. Lá se falou de canetas emagrecedoras há 5 anos atrás, psicodélicos há 3 anos e ano passado uma trilha em computação quântica e a revolução da longevidade.
Esta foi a minha quarta participação no Festival e tive a honra de ser a correspondente do Grupo Massa. Afinal, temos o propósito comum de ajudá-los a estar informados e prontos para lidar com as mudanças que estão acontecendo em tempo recorde.
Teremos muito para explorar do que vi por lá, mas gostaria de começar pelo tema que mais me tocou.
A Inteligência Artificial chegou ao público geral quando o ChatGPT foi lançado pela OpenAI em novembro de 2022, e cresceu de forma exponencial. Mas, é relevante lembrarmos que esta é apenas uma forma de IA, neste caso a IA generativa, que cria a partir de um prompt (comando do usuário).
Mas a IA já é usada há décadas pelas empresas de tecnologia para oferecer melhores serviços e experiência aos clientes. Somos impactados por esta tecnologia que atua “nos bastidores” e já toma boa parte de nossas decisões – de compra, de consumo, de informação, de controles e por aí vai!
Eu assisti algumas palestras muito relevantes! Uma delas foi “quem detém a verdade?” ou seja, qual o papel dos dados e algoritmos, e qual a nossa responsabilidade em nos informarmos com profundidade e de fontes seguras para realmente compreendermos o momento e não sermos apenas expectadores indefesos.

O painel com a jornalista independente Tara Palmeri e o fundador da entidade CCDH (Center of Countering Digital Hate), Imran Ahmed, me deu um bom pano de fundo para começar esta jornada de entendimento das narrativas que são disponibilizadas pelas big techs, como são chamadas as grandes empresas de tecnologia como Google, Meta (dona do Facebook e Instagram), OpenAI e outras que lideram estar transformação.
Outro painel que contribuiu para o meu “quebra cabeça pessoal” sobre o tema de IA, foi o bate papo de Timnit Gebru (cadeira do meio), expert em IA, que integrou o time de ética em IA do Google e eleita pela revista Times como uma das 100 pessoas mais influentes e Karen Hao (cadeira da direita), jornalista e escritora best seller, especialista nas intersecções da IA e a sociedade. A discussão passou por centralização de narrativas, a IA do bem versus a IA do mau, benefícios da tecnologia e a necessidade de as pessoas terem o papel protagonista neste processo.
O centro deste painel foi sobre a necessidade de termos a visão crítica sobre o que nos chega de informação para que não sejamos apenas direcionados no efeito manada. E Timnit, uma inspiração, nos lembrou que cada um tem a oportunidade de fazer a sua parte. Mesmo que seja pouco, é o que podemos e no conjunto, fará a diferença.
Eu saí do SXSW com a decisão: ser uma pesquisadora curiosa, e neutra, para conhecer os diferentes pontos de vista e aprender sobre os riscos e benefícios da IA. Não precisamos esperar o futuro chegar … podemos contribuir na construção dele!

Como esta coluna nasceu para provocar respeitosamente, deixo alguns pontos de reflexão para vocês, que pode ser aplicado no profissional e pessoal:
Até breve para continuarmos nosso bate papo!
Ah, e os convido a trazerem assuntos que gostariam de debater… será um prazer co-criar esta coluna com vocês!
Enorme abraço e “partiu leitura” 😊