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O comprador de imóveis no centro: eficiência, previsibilidade e boas condições de negócios
URBANISMO SUSTENTÁVEL
Inspirado no conceito de “cidade de 15 minutos”, o empreendimento Cidade das Águas propõe integrar moradia, lazer e natureza em Joinville.
Joinville é a cidade mais populosa de Santa Catarina e chegou a mais de 664 mil habitantes na população estimada de 2025, segundo o IBGE. Em um mercado imobiliário que vem ganhando tração, um projeto imobiliário local tem chamado a atenção não apenas por ‘lançar torres’, mas por propor um bairro inteiro aberto, desenhado para que a vida aconteça no térreo, com serviços, convivência e espaços públicos em funcionamento.
É nesse ponto que a Cidade das Águas se posiciona: “um lugar feito para as pessoas”, com uma promessa clara de vida urbana completa e sustentável, integrando residências, espaços comerciais, parques e centros culturais em meio à natureza.
O ritmo acelerado das grandes cidades trouxe problemas cada vez mais visíveis: longos deslocamentos, tempo perdido no trânsito, poluição e a sensação de viver permanentemente correndo contra o relógio.
Foi diante desse cenário que ganhou força o conceito de “Cidade de 15 minutos“, associado ao urbanista Carlos Moreno, que defende que tudo o que uma pessoa precisa para viver bem — moradia, trabalho, lazer, cultura, saúde, educação e serviços — esteja a até 15 minutos caminhando ou pedalando.
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A lógica vai além da mobilidade: ela muda a forma de ocupar a cidade, com ações bem objetivas, ruas seguras para caminhar, incentivo à bicicleta, usos mistos e espaços públicos de qualidade, capazes de gerar convivência real.
Para o Brasil, o impacto é direto: menos tempo no trânsito e mais tempo de vida; mais saúde (mobilidade ativa e ar melhor); mais sustentabilidade (menos emissões); e mais pertencimento (vínculos e comunidade). É exatamente aqui que a Cidade das Águas tenta entrar no debate urbano de Joinville.
Visitei o empreendimento Cidade das Águas e conversei com Danilo Conti, diretor-geral do Grupo CRH. Segue:
Como surgiu a ideia do Cidade das Águas?
Danilo Conti: A família Hansen possuía uma área onde inicialmente eram realizadas parte das operações e, mais recentemente, de uso com função recreativa por parte dos colaboradores da Tigre e seus familiares. Como o espaço estava subutilizado, fomos conhecer ao redor do mundo as boas práticas com desafios similares de melhor uso. E então surgiu a ideia de criar uma proposta de ampliação deste uso, alinhado aos novos tempos, em uma linha de bairros planejados. Nós entendemos desde o início que não bastava pensar em edifícios: precisávamos pensar em experiência urbana e em vida acontecendo no cotidiano. Em uma cidade pensada para as pessoas, possibilitando conexões e integração. O desenvolvimento passou por processos colaborativos chamados charretes, com reuniões e oficinas de cocriação envolvendo especialistas de urbanismo, arquitetura e paisagismo.
O que foram, na prática, essas charretes?
Conti: Foram etapas estruturadas de criação. Lá no começo, em 2020, houve uma imersão para alinhar as bases do masterplan, com análise de dados da cidade e aspectos culturais e de mercado. Esse início teve cerca de 30 profissionais e consultores, incluindo Jan Gehl, além de Max Rumis (Keystone) e Caio Esteves (Place Branding). Depois, seguimos com etapas como “voz da comunidade” (83 pessoas em encontros virtuais), identidade arquitetônica, layout das quadras com 13 escritórios, projetos de paisagismo e adequação ambiental com estudos para conforto externo.
E qual é a proposta central do bairro?
Conti: Fazer um lugar onde a vida urbana seja completa, com moradia, serviços, cultura, educação, lazer e natureza integrados. Reconectar as pessoas. A inspiração assumida é a Cidade Criativa Pedra Branca, em Palhoça, referência nacional em urbanismo sustentável desenvolvida pela Hurbana. É nosso sócio no empreendimento.
Quais números ajudam o leitor a entender o projeto?
Conti: A Cidade das Águas define metas objetivas:
E a natureza? Como ela entra de verdade no masterplan?
Conti: O bairro foi desenhado para estar integrado à natureza: as quadras, parques e praças são arborizadas e se estendem até as encostas da Mata Atlântica, que será preservada e enriquecida com árvores nativas.
O que já existe e o que está em fase de implantação?
Conti: A proposta é ser um bairro “ativado”. O plano é entregue por etapas para que as pessoas acompanhem a evolução. E, no começo da implantação, a estratégia é colocar a rua e o espaço público como protagonistas, porque quando você começa pelo espaço do pedestre, você muda a percepção de valor e de uso. São organizados eventos de integração com a comunidade para que tenham esta experiência.
Quais são as âncoras que ajudam o bairro a acontecer no dia a dia?
Conti: Trabalhamos com âncoras reais de fluxo. Hoje já existe a Casa Miti, em operação, com a proposta de reforçar a gastronomia, a convivência e a vida urbana. Também temos a parceria projetada com o Colégio Bom Jesus (Bonja), com expectativa de até 3 mil alunos, oferecendo Educação Infantil e Ensino Fundamental conectados à comunidade. E há um projeto cultural que eleva a régua: o Musicarium. E virá muito mais.
O projeto também destaca parceiros incorporadores reconhecidos na cidade, como a H. Marcato Empreendimentos e a Halsten, mencionadas como marcas que agregam conhecimento e experiência ao investir no bairro e participar da construção do legado.
O desempenho comercial virou parte do storytelling do projeto. Danilo Conti afirma que, na primeira fase, o empreendimento vendeu R$ 315 milhões em 164 unidades. E a primeira torre comercial já operava, em parte, como showroom do projeto.
Sobre a segunda fase, há previsão de lançamento próximo com VGV adicional e volume relevante de unidades. Previsão de um VGV de R$ 424 milhões e cerca de 200 unidades.

A Cidade das Águas chega em um momento no qual Joinville não discute apenas ‘quantas torres cabem’, mas qual cidade pretende-se construir. A proposta ganha forma em escolhas bem concretas: calçadas largas, praça ativada, térreo com vida, áreas verdes expressivas e âncoras que geram fluxo diário, da gastronomia à educação, chegando à cultura. O bairro contará com célula de segurança 24 horas, estacionamento subterrâneo, espaço PET, entre outros.
A entrevista com Danilo Conti reforça essa tese: o projeto não nasce como um conjunto de prédios, mas como uma tentativa de reconectar pessoas por meio de um bairro pensado para a convivência, permanência e bem-estar.
E o mercado, ao que tudo indica, entendeu rápido a proposta. É quando o urbanismo vira entrega e não apenas promessa. Agora, o grande teste começa: manter a consistência urbana ao longo das etapas, preservar a qualidade do espaço público e sustentar a diversidade de usos que dá alma ao bairro. A Cidade das Águas pode se firmar como uma referência internacional, um verdadeiro marco de como Joinville pode crescer com menos deslocamento, tendo a proximidade como um novo luxo.
Para conhecer a proposta, o público pode visitar a Galeria Cidade das Águas, na Rua Gothard Kaesemodel, 254, Anita Garibaldi, Joinville/SC ou acessar o site oficial do Cidade das Águas Joinville. Há um espaço conceito com praça de uso público e restaurante em operação, além, é claro, do prédio corporativo.
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