Marketing e Branding
O barulho das trends, o peso da imagem e o desafio de construir marcas para 2026
REPUTAÇÃO DIGITAL
Em um cenário dominado por IA, deepfakes e desinformação, marcas precisam reforçar canais oficiais, posicionamento e confiança para sobreviver.
Num passado recente e digo recente porque, em um mundo que existe há milhões de anos, 30 anos atrás não é nada, você tinha poucas fontes de verdade ou de pesquisa. A maioria delas estava em enciclopédias, livros, revistas especializadas. Poderíamos citar também a televisão, mas já sabíamos que nem sempre era possível confiar totalmente.
E agora, na era da IA, como acreditar ou saber o que é realidade ou não?
Não é um software ou uma plataforma que vai te dizer isso, mas sim a fonte que você busca para determinada notícia. Pode parecer que estou falando apenas de notícias, né? Não. Quero chegar ao ponto de falar sobre marca, marca pessoal ou marca comercial.
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Marcas podem ser afetadas por mentiras, propagandas enganosas, vídeos que não são reais. A IA hoje pode produzir conteúdo para você, mas alguém também pode fazer algo contra a sua marca. E a grande questão passa a ser: como se proteger nesse novo mundo?
Em 2025 vimos muitos vídeos de celebridades que não são reais, e a IA está cada dia melhorando mais, fazendo com que esses vídeos fiquem cada vez mais reais. E como se proteger disso? Como engajar corretamente nosso consumidor, fã e o mercado como um todo para que você ou sua marca não sejam afetados?
Se, no passado, o que nos embasava eram as enciclopédias, os livros publicados e impressos ou as revistas especializadas, agora empresas, marcas e pessoas têm muito mais ferramentas para se proteger nesses casos, mas estão deixando passar.
Toda empresa deve ter um site oficial atualizado, de fácil acesso e com informações claras. Ele precisa concentrar os principais dados institucionais e canais de contato, funcionando como a fonte primária de verdade da marca. É ali que qualquer consumidor pode consultar informações, validar conteúdos e buscar um ponto oficial de contato quando surgir qualquer dúvida.
Apesar de serem plataformas alugadas, os perfis oficiais são hoje itens obrigatórios. Mais do que existir, esses perfis precisam estar completos, atualizados e com os contatos visíveis, além do link direto para o site oficial. Em situações de crise, boatos ou conteúdos falsos, é por esses canais que o consumidor ou fã vai tentar entender se ‘aquilo’ é verdade ou não.
Conteúdos que posicionam a marca em temas mais sensíveis precisam estar sempre presentes. Seja assumindo um lado ou adotando uma postura neutra, o mais importante é a coerência. Esse posicionamento ajuda a construir credibilidade, reduz ruídos em momentos críticos e, ao mesmo tempo, fortalece o engajamento com o público que se identifica com a forma como a marca se coloca no mercado.
Caso um cliente ou fã entre em contato sobre algo que viu e tenha dúvidas sobre a realidade ou não, e ele te procure, o atendimento precisa ser rápido, ágil e com uma resposta clara e objetiva. Isso vale inclusive para comentários nas redes sociais.
Por isso que eu sempre ensino para as marcas: entrou no Instagram, responda todos os comentários. Não deixe seu cliente no vácuo. Exceto, claro, marcas como clubes de futebol, em que o cliente muitas vezes age por sentimento e pelo calor do momento, ou cases similares. Nesses casos, são outras situações e outra lógica de relacionamento.
Eleger um porta-voz está cada dia mais em pauta e já não é mais uma tendência, é uma realidade. Essa ação gera ainda mais credibilidade para a marca. A cara do dono é a cara do negócio, ou seja, ele pode gerar credibilidade ou não.
O recado que eu quero deixar para todos é, que neste mundo que está cada vez mais sendo moldado pela tecnologia nós precisamos nos capacitar cada dia mais a checar as informações, a verdade não está na ferramenta, mas na FONTE.
Marcas que constroem canais oficiais fortes, se posicionam com coerência, respondem rápido, têm porta-vozes claros e entendem que credibilidade se constrói todos os dias, sofrem menos em um cenário onde o que é real e o que é falso se confundem. No fim, proteger a marca hoje é menos sobre IA e mais sobre responsabilidade, presença e confiança.