5 Minutos com Lilian Miranda
Musculação
Estudos mostram que o exercício físico, especialmente a musculação, é um dos principais fatores para aumentar o gasto energético e melhorar a eficiência metabólica
Em um mercado repleto de promessas sobre chás, suplementos e alimentos que supostamente aceleram o metabolismo, a ciência tem sido cada vez mais clara: o que realmente provoca mudanças significativas no gasto energético do organismo é a prática regular de exercícios físicos. E, entre eles, a musculação ocupa posição de destaque.
O metabolismo corresponde ao conjunto de processos que mantêm o organismo funcionando. Respirar, produzir hormônios, regular a temperatura corporal e movimentar os músculos exigem energia constantemente. Por isso, quanto maior a quantidade de massa muscular, maior tende a ser o gasto calórico diário, inclusive durante os períodos de descanso.
Segundo o American College of Sports Medicine (ACSM), o treinamento de força é uma das estratégias mais eficientes para preservar e aumentar a massa muscular, fator diretamente relacionado ao aumento do gasto energético basal.
Diferentemente do tecido adiposo, o músculo é metabolicamente ativo. Isso significa que ele consome energia continuamente para ser mantido pelo organismo. É justamente por esse motivo que pessoas com maior quantidade de massa muscular costumam apresentar um metabolismo mais eficiente.
Pesquisas publicadas no Journal of Applied Physiology demonstram que programas regulares de musculação promovem aumento de massa magra e melhoram a utilização de energia pelo corpo. Já estudos da Universidade de Harvard apontam que o treinamento de força contribui para o controle do peso corporal, da glicemia e de diversos marcadores metabólicos importantes para a saúde.
Outro dado relevante é que adultos podem perder entre 3% e 8% de massa muscular por década após os 30 anos quando não praticam exercícios regularmente. Essa redução ajuda a explicar por que muitas pessoas relatam maior dificuldade para controlar o peso ao longo do envelhecimento.
Além disso, a musculação produz o chamado efeito pós-exercício, no qual o organismo continua consumindo mais energia mesmo após o término do treino para recuperar tecidos e restabelecer o equilíbrio fisiológico.
Os benefícios de um metabolismo mais ativo vão além da estética. Um corpo com mais massa muscular tende a apresentar melhor sensibilidade à insulina, maior disposição física, mais autonomia funcional e menor risco de doenças associadas ao sedentarismo.
Na prática, isso é observado diariamente em academias. Pessoas que adotam uma rotina consistente de musculação frequentemente relatam aumento da energia, melhora da composição corporal e maior facilidade para manter resultados a longo prazo.
Por isso, especialistas são cada vez mais categóricos: acelerar o metabolismo não depende de soluções rápidas. Depende principalmente de desenvolver e preservar massa muscular. E, nesse aspecto, a musculação continua sendo uma das ferramentas mais eficazes que a ciência já comprovou para promover saúde, desempenho e qualidade de vida.
Ou seja, bora treinar!
*A opinião do colunista não reflete necessariamente a opinião do portal.
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