Vamos de Carro
Saúde em 1º
O remédio que virou tendência nas redes sociais e nos consultórios médicos pode estar prestes a ser “ultrapassado”
O sucesso não é por acaso. Estudos sobre o Mounjaro publicados no New England Journal of Medicine mostram que a tirzepatida (molécula feita em laboratório que imita hormônios naturais do intestino — GLP-1 e GIP — e que é o princípio ativo do medicamento) pode levar a uma perda de até 20% do peso corporal. Isso acontece porque ele age nesses dois hormônios que estão ligados à saciedade. Isso reduz o apetite, aumenta a sensação de “estar satisfeito” e melhora o controle da glicose.
Na prática, o paciente sente menos fome — e emagrece.
Grande perda de peso
Resultados comparáveis aos de cirurgia bariátrica em alguns casos.
Melhora da saúde metabólica
Redução de glicemia, colesterol e risco cardiovascular.
Efeito comprovado cientificamente
Estudos robustos validam o uso clínico.
Mas nem tudo é perfeito. Apesar dos resultados, especialistas fazem alertas importantes:
Perda de massa muscular
Parte do peso perdido pode não ser só gordura.
Efeito rebote
Ao parar o medicamento, o peso pode voltar. Estudos do JAMA Network mostram essa tendência.
Efeitos colaterais
Náusea, vômito e desconforto intestinal são comuns.
Não substitui hábitos saudáveis
Sem alimentação adequada e exercício, o resultado não se sustenta.
O Mounjaro pode virar o melhor amigo da flacidez. A perda de peso rápida quase sempre vem acompanhada de perda de massa magra, ou seja, músculo.
E menos músculo significa menos sustentação do corpo. Resultado? Flacidez.
A ciência já é clara sobre isso. Exercícios de força e resistência são essenciais para preservar músculos que sustentam o corpo e mantém o metabolismo ativo. Não é sensato emagrecer sem qualidade muscular, uma vez que os músculos dão autonomia para tarefas básicas do dia. Sem músculo, não há firmeza. Sem força, não há saúde duradoura.
Se o Mounjaro já impressiona, o que vem pela frente chama ainda mais atenção.
A Retatrutida.
A nova promessa é considerada a próxima geração.
Ela atua em três hormônios ao mesmo tempo (GLP-1, GIP e Glucagon), e estudos iniciais mostram:
A Retatrutida da farmacêutica norte-americana Eli Lilly ainda não está aprovada para comercialização pela Anvisa ou FDA e encontrando-se em fase 3 de testes clínicos.
Porém, a substância tem já sido ofertada na internet clandestinamente.
O alerta fica!
A fase 3 de estudos indica que pesquisadores avaliam a eficácia em um número maior de pacientes antes de qualquer pedido de registro para garantir sua segurança e eficácia.
Especialistas na área concordam que a nova geração de medicamentos marca uma mudança importante na medicina. Hoje, já é possível atingir resultados próximos à cirurgia bariátrica sem cirurgia.
Mas há um consenso que ainda afirma não existir solução mágica e que o uso deve ser acompanhado por médico. Tudo isso unido ao estilo de vida saudável continuam sendo a base do tratamento.
Enfim…
Independentemente do tratamento medicamentoso — e mesmo com o avanço acelerado da ciência apontando para uma nova era no emagrecimento — essas intervenções ainda precisam caminhar junto com o exercício físico e escolhas alimentares conscientes.
Porque, no fim, é essa combinação que sustenta resultados reais.
Sem isso, não existe saúde de verdade.
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