Vamos de Carro
5 Minutos com Lilian Miranda
Aprendi que silenciar não significa fugir da realidade, mas sim estar presente com mais equilíbrio
Quando minha carreira como empresária estava decolando e eu já tinha várias lojas, eu carregava também a responsabilidade de cuidar do desenvolvimento e do orçamento de uma equipe inteira. Por fora, parecia que tudo seguia normalmente. Mas, por dentro, eu sentia um excesso difícil de explicar.
Não era um cansaço físico. Era um barulho constante na mente. Pensamentos acelerados, preocupações, ansiedade, sensação de urgência e a impressão de que eu nunca conseguia parar de verdade.
Foi esse barulho interno que, aos poucos, me levou ao burnout. Cheguei a um ponto em que o corpo tinha força mas a mente pedia silêncio e a vida me mostrava que eu precisava aprender a cuidar de mim de uma forma mais profunda.
Naquele momento, compreendi que não era descansar. Eu podia sair e viajar, mas aquela mente e seus barulhos seguiria comigo dentro do avião. Eu precisava mudar a forma como me relacionava comigo mesma. Precisava encontrar dentro de mim um espaço de silêncio, presença e reconstrução.
A meditação entrou na minha vida como uma porta de entrada para esse reencontro. Aos poucos, fui percebendo que silenciar não significava fugir da realidade, mas aprender a estar presente nela com mais equilíbrio.
Nessa busca de paz interior ao unir a prática diária da meditação ao Método LJ de Estimulação Neural, essa transformação ganhou ainda mais profundidade. Eu entendi que o autocuidado não é um ato isolado. Ele é o começo de uma jornada.
Cuidar de si é aprender a perceber os sinais do corpo antes que ele grite. É reconhecer quando a mente está sobrecarregada. É entender que a pausa não é perda de tempo, mas uma forma de preservar a vida, a saúde e a qualidade das nossas relações.
Para mim, o silêncio deixou de ser ausência e se tornou presença. Presença comigo mesma, com o meu corpo, com os meus pensamentos e com a minha vida.
Hoje, acredito que vivemos em uma sociedade que valoriza muito a produtividade, mas ainda fala pouco sobre a importância de parar. Estamos cercados de estímulos, telas, notificações, urgências e comparações. Tudo parece pedir resposta imediata. Mas nem sempre aquilo que mais precisamos está fora. Muitas vezes, está dentro, no espaço interno que só conseguimos acessar quando silenciamos. E aqui estou falando de parar apenas 5 minutos para silenciar a mente. Um tempo que todos podem ter para uma pausa de autocuidado.
O autocuidado começa exatamente aí: na decisão de fazer uma pausa, respirar, observar e voltar para si. Não como um luxo, mas como uma necessidade. Não como uma moda, mas como uma escolha consciente de saúde e equilíbrio.
A minha história me ensinou que ninguém precisa esperar chegar ao limite para começar a se cuidar. O burnout foi um alerta doloroso, mas também abriu caminho para uma transformação profunda.
Quando aprendi a silenciar o excesso, escutar meu corpo e cuidar da minha mente, encontrei uma nova possibilidade de vida. Porque, muitas vezes, o que falta não é força. É pausa. É silêncio. É autocuidado.
Siga @maosf.brasil e o meu perfil @lilianmirandacuritiba no Instagram e veja como aprender em um curso rápido essa técnica que junto com a meditação me trouxe paz e equilíbrio para a vida.
*A opinião do colunista não reflete necessariamente a opinião do portal.
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