Saúde em 1'

Onda de frio acende alerta para gripe e influenza no Paraná

Dados da Fiocruz e da Secretaria de Saúde apontam aumento das doenças respiratórias com a queda nas temperaturas e acendem alerta para prevenção e vacinação

gripe
Foto: Reprodução

Com a chegada das primeiras ondas de frio de 2026, autoridades de saúde já observam um aumento expressivo nos casos de gripe e outras doenças respiratórias no Brasil. O cenário preocupa especialmente na região Sul, onde a queda nas temperaturas favorece a circulação de vírus como Influenza A e Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Segundo boletins da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil já ultrapassou 46 mil notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) neste ano, com crescimento importante das hospitalizações por influenza antes mesmo da chegada oficial do inverno. A Influenza A aparece entre os principais vírus respiratórios em circulação no país neste momento.

No Paraná, os números também chamam atenção. Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde apontam mais de 4 mil casos de SRAG nas primeiras semanas de 2026, além de centenas de internações relacionadas a complicações respiratórias. Em abril, o estado registrava uma média aproximada de um novo caso grave por hora, envolvendo gripe, Covid-19 e outros vírus respiratórios.

Especialistas explicam que o frio não causa gripe diretamente, mas cria condições favoráveis para a transmissão viral. Em dias frios, as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a disseminação dos vírus. Além disso, o ar frio e seco pode irritar as vias respiratórias e reduzir a proteção natural do organismo.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas seguem entre os grupos de maior risco para complicações. Por isso, a vacinação contra a gripe continua sendo considerada a principal medida de prevenção contra casos graves e internações.

Meteorologistas também acompanham possíveis mudanças climáticas para os próximos meses, incluindo oscilações de temperatura e períodos de maior umidade no Sul do país. Embora fenômenos climáticos não provoquem gripe diretamente, mudanças bruscas no clima podem contribuir para maior circulação de vírus respiratórios e aumento das doenças sazonais.

Além da vacinação, profissionais da saúde reforçam recomendações simples, mas importantes: manter a hidratação, ter alimentação equilibrada, dormir bem, higienizar as mãos com frequência e manter ambientes ventilados sempre que possível.

Sintomas persistentes como febre alta, falta de ar, cansaço intenso e tosse forte devem receber atenção médica, principalmente neste período do ano em que as doenças respiratórias tendem a aumentar significativamente.

*A opinião do colunista não reflete necessariamente a opinião do portal.