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SAÚDE EM 1’
O embate entre o Estado e a indústria do tabaco.
Até onde vai a autonomia de um governo para proteger a saúde de sua população quando essa decisão ameaça os lucros de uma grande corporação multinacional? Essa é a reflexão central do estudo assinado pelo pesquisador Diego Fernando Garcia, publicado na renomada revista científica European Journal of Public Health.
O estudo detalha o histórico caso do Uruguai, que entre 2005 e 2016 aplicou uma das legislações de controle do tabagismo mais rígidas do planeta incluindo avisos ilustrados gigantes nas embalagens e a proibição de variações de marcas (como Light ou Blue). Em resposta, a gigante Philip Morris acionou o país em tribunais internacionais de arbitragem comercial, alegando invasão de direitos de propriedade intelectual e marcas registradas. A pesquisa reforça que defender a saúde coletiva é um dever moral e constitucional do Estado, desafiando a tentativa das corporações de transformar a saúde pública em mera “escolha individual” do consumidor.
O tabagismo continua sendo uma das principais causas de mortes evitáveis no mundo. A fumaça do cigarro e os produtos derivados do tabaco contêm mais de 4.000 substâncias tóxicas e dezenas de agentes comprovadamente cancerígenos.
O consumo frequente desencadeia:
O Brasil é reconhecido mundialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um modelo no combate ao tabagismo. No entanto, o estado do Paraná vivencia uma dualidade marcante:
Esse cenário evidencia a complexidade da gestão pública: enquanto o Estado precisa agir com firmeza para reduzir os custos com internações no SUS causadas pelo fumo, precisa também criar políticas de diversificação agrícola sustentável para que as famílias do campo não fiquem reféns do cultivo do tabaco.
Dica Prática: Desative os “Gatilhos Sociais e Ambientais” e busque o Programa do SUS. Se você ou alguém próximo quer parar de fumar (ou largar o vape), não confie apenas na “força de vontade”. O hábito de fumar é ativado por gatilhos do ambiente (como o café após o almoço, o consumo de álcool ou momentos de estresse).
Por que isso importa? O cérebro associa esses momentos a uma descarga rápida de dopamina fornecida pela nicotina. Mudar a rotina nesses horários interrompe o circuito do vício. No Paraná, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) oferecem o Programa Estadual de Controle do Tabagismo, que fornece gratuitamente acompanhamento psicológico, adesivos e gomas de nicotina e medicamentos que auxiliam na fissura pelo cigarro.
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