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A urgência da saúde sustentável: o setor de saúde responde por cerca de 5% da poluição global
Quando pensamos em poluição ambiental, é comum lembrarmos de indústrias chaminés, tráfego intenso ou poluição de rios. Dificilmente associamos a essa imagem o ambiente hospitalar — um local focado na cura. No entanto, o setor de saúde global é responsável por cerca de 4,4% a 5% de todas as emissões líquidas de gases de efeito estufa no planeta, além de ser um dos maiores geradores de resíduos plásticos, químicos e farmacológicos do mundo.
Um estudo recente publicado na revista científica European Journal of Public Health, liderado pela pesquisadora Harshini Suresh, da Universidade de Manchester, analisou como a educação médica pode virar essa chave. A pesquisa avaliou o impacto de iniciativas interdisciplinares lideradas por estudantes e fáceis de replicar, demonstrando que focar em metas práticas para os próximos 10 anos gerou um aumento de 26% no conhecimento e engajamento dos futuros profissionais sobre “Saúde Planetária”. A conclusão do estudo é clara: a transformação ecológica dos hospitais precisa começar nas salas de aula das faculdades de saúde.
A prática médica convencional consome volumes massivos de recursos de uso único (descartáveis), anestésicos gasosos de alto efeito estufa e medicamentos que muitas vezes terminam no meio ambiente:
O Brasil produz diariamente mais de 290 mil toneladas de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
No Paraná, que se destaca por possuir um dos maiores polos universitários do país — com cursos de Medicina e Enfermagem consolidados em universidades estaduais e federais (como UFPR, UEL, UEM, UEPG, Unioeste e PUCPR) —, a discussão ganha peso estratégico:
Dica Prática: Nunca descarte medicamentos vencidos ou sobras de remédios no lixo comum, na pia ou no vaso sanitário.
Por que isso importa? As estações de tratamento de água convencionais não conseguem filtrar substâncias químicas complexas como hormônios, anti-inflamatórios e antibióticos. Quando jogados no esgoto, eles vão parar nos nossos rios, afetando os peixes e retornando em traços na água da torneira. Além disso, o descarte incorreto de antibióticos estimula a criação de superbactérias no meio ambiente.
O que fazer? Guarde as cartelas e frascos vencidos e leve-os até o ponto de coleta de logística reversa na farmácia mais próxima ou na sua Unidade Básica de Saúde.
*A opinião do colunista não reflete necessariamente a opinião do portal.
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