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Tecnologias vestíveis, equipamentos portáteis e ferramentas digitais estão transformando o acompanhamento dos treinos e ampliando o acesso à ciência do esporte.
O avanço tecnológico transformou radicalmente a maneira como praticamos e acompanhamos as atividades físicas. Sob o tema central “O Esporte Mudou e Agora?”, o Seminário de Ciência, Esporte, Inovação e Transformação Social, realizado neste último final de semana na cidade de Cambé no norte do Paraná, reuniu diversos doutores especialistas para debater os novos rumos do setor e as ferramentas que vêm moldando a preparação física contemporânea.
Entre os palestrantes, a Dra. Danieli Mello, professora titular da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, abordou o tema “Inovação e Tecnologia no Esporte”, apresentando o que há de mais moderno no cenário global tanto para atletas de elite quanto para praticantes amadores.
A especialista destacou que o acesso a recursos tecnológicos deixou de ser um privilégio exclusivo da alta performance:
“Minha palestra aqui hoje foi sobre inovação e tecnologia no esporte. O objetivo foi justamente mostrar o que a gente tem de inovação, os equipamentos mais disponíveis que a gente tem hoje no mercado, tecnologias vestíveis, equipamentos point-of-care e testes e questionários que são mais acessíveis para as pessoas poderem utilizar, tanto no esporte de alto rendimento, mas também para o atleta amador e, principalmente, lá no desenvolvimento que a gente tenta trazer essa criança desde aquela formação inicial até chegar na alta performance.”
Hoje, ferramentas como dispositivos vestíveis (wearables), monitores portáteis de análise rápida (point-of-care) e protocolos digitais de monitoramento de esforço permitem mapear respostas fisiológicas em tempo real. Essa precisão no acompanhamento reduz os riscos de lesões, aperfeiçoa a carga de treino e atua diretamente na formação de jovens atletas desde a base.
No entanto, a professora ressaltou que a tecnologia deve atuar como meio, e não como fim, mantendo a integridade física e o equilíbrio do indivíduo no centro das atenções:
“O objetivo é justamente mostrar que essas tecnologias são acessíveis, que podem ser utilizadas aí no dia a dia por qualquer tipo de profissional da saúde. O que a gente quer, com certeza, é ter um desempenho, mas principalmente com saúde e bem-estar. A gente não pode ver essa pessoa, esse praticante de exercício, sem perder o foco principal, que é trazer cada vez mais uma atividade voltada para o bem-estar, para a saúde e, é claro, para o melhor desempenho que ele também busca.”
A convergência entre ciência, tecnologia e acompanhamento multiprofissional consolida um novo paradigma no esporte: a busca por resultados com sustentabilidade e preservação da saúde.
Transforme dados em aliados da sua saúde. Se você utiliza smart watches ou aplicativos para monitorar corridas e treinos, preste atenção em métricas como a frequência cardíaca de repouso e a percepção do seu cansaço. Compartilhe essas informações com um profissional de Educação Física para ajustar a intensidade dos exercícios, prevenindo o excesso de treino (overtraining) e garantindo uma evolução constante e segura.
Lu Oliveira | Doutora em Ciências da Saúde
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