Desastres aéreos

Avião desaparecido há 74 anos é encontrado no fundo do mar

Equipe de buscas localizou os destroços do Pan Am “Clipper Endeavor” a 600 metros de profundidade na costa de Porto Rico

avião desaparecido
Foto: Reprodução

Setenta e quatro anos após um voo da Pan Am cair no mar em Porto Rico, matando 52 pessoas e gerando reformas drásticas na segurança aérea, uma equipe de busca finalmente localizou os destroços. O achado encerra décadas de mistério sobre o avião desaparecido, modelo Douglas DC-4.

A descoberta foi feita pela Air/Sea Heritage Foundation em parceria com o programa “Expedition Unknown”, do Discovery Channel. O avião foi encontrado no fundo do Oceano Atlântico, na costa norte de Porto Rico, utilizando um drone subaquático autônomo de alta tecnologia.

O achado, confirmado nesta terça-feira, traz um encerramento para um dos casos mais emblemáticos da aviação comercial. O avião estava desaparecido desde 11 de abril de 1952, quando caiu pouco depois de decolar de San Juan.

Tecnologia de ponta revelou o paradeiro

A equipe utilizou um sonar de alta resolução para localizar a aeronave a cerca de 2.000 pés (600 metros) abaixo da superfície. Por sorte, um navio de pesquisa com sistemas avançados passava pela zona de busca e ajudou a escanear o fundo do mar por 30 horas.

As imagens capturadas mostram o avião dividido em duas seções. Apesar do tempo, o icônico logotipo alado da Pan American e o nome da aeronave ainda estão legíveis nos destroços, confirmando a identidade do “Clipper Endeavor” de forma conclusiva.

A fundação agora trabalha com o governo de Porto Rico para proteger o local. Não há planos para retirar os destroços do fundo do mar, pois o ponto é considerado um túmulo para as vítimas que não sobreviveram ao desastre de sete décadas atrás.

Tragédia que mudou as regras de voo

O acidente ocorreu logo após a decolagem rumo a Nova York. O avião perdeu os dois motores do lado direito, forçando o piloto a um pouso violento na água. Embora todos tenham sobrevivido ao impacto inicial, apenas 17 pessoas foram resgatadas antes da aeronave afundar.

Na época, os investigadores culparam a falta de instruções de segurança pré-voo pela alta mortalidade, já que muitos passageiros não souberam como usar os coletes salva-vidas. Esse desastre foi o estopim para a criação das demonstrações de segurança que hoje são obrigatórias em todo o mundo.

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