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Mergulhadores acham garrafa intacta de Guinness em navio que afundou no século 19 e cientistas analisam o líquido
Uma equipe de mergulhadores encontrou uma garrafa de 162 anos da cerveja Guinness enquanto explorava um naufrágio na costa do Reino Unido. O achado histórico, realizado no Canal da Mancha, traz uma possibilidade curiosa: a cerveja stout ainda pode estar própria para consumo, dependendo do estado de conservação da rolha.
Stefan Panis, um fotógrafo subaquático da Bélgica, ficou chocado ao descobrir a garrafa de vidro nos destroços do navio Mindoro. O item foi localizado no compartimento de carga da embarcação, que está submersa desde o século 19, preservando parte da história industrial da época.
Ao retornar à superfície, Panis notou que o topo da garrafa estava extremamente limpo, permitindo ler a inscrição “Guinness Extra Stout London”. O mergulhador de 47 anos relatou que a descoberta foi um momento de grande surpresa para toda a equipe envolvida na exploração.
Amostras do líquido centenário foram enviadas para microbiologistas da universidade KU Leuven, na Bélgica. Os especialistas buscam recuperar o DNA completo do produto para entender sua composição original e, possivelmente, recriar receita exata utilizada na década de 1860.
Panis explicou que a principal dúvida dos pesquisadores é se a água do mar conseguiu penetrar na garrafa através da cortiça. Caso o selo tenha permanecido intacto sob a pressão do oceano, as chances de a cerveja ainda ser potável são consideradas reais pelos exploradores.
O mergulhador, que não se diz um grande fã de cerveja stout, afirmou que está disposto a experimentar a bebida caso receba o sinal verde dos cientistas. A análise laboratorial será decisiva para garantir a segurança biológica do consumo após mais de um século e meio.
O navio Mindoro afundou em 27 de novembro de 1864, após uma colisão com a embarcação Khersonese, a cerca de cinco quilômetros da costa de Dover, na Inglaterra. A equipe de mergulho acredita que a garrafa encontrada não seja um item isolado no fundo do mar.
Pelo tamanho do caixote onde a garrafa estava, os mergulhadores suspeitam que existam pelo menos 24 unidades ou até mais caixas escondidas entre os destroços. A descoberta já chamou a atenção da Diageo, empresa proprietária da marca Guinness, que está acompanhando o caso de perto.
Um porta-voz da organização afirmou que achados como este oferecem uma janela fascinante para o passado da marca e ajudam a construir uma compreensão mais profunda do patrimônio histórico da cervejaria.
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