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Homem oferece sêmen na rede social e briga na Justiça por reconhecimento de paternidade de mais de 100 filhos

Segundo a Justiça, a doação realizada é considerada ilegal já que não foi feita por meio de uma clínica licenciada

doador de sêmen
O americano Robert Charles Albon, conhecido nas redes sociais como “Joe Donor”, teve o pedido negado por um tribunal do Reino Unido (Foto: Reprodução/Redes Sociais/Freepik)

Um homem que afirma ter gerado mais de 180 filhos pelo mundo sofreu uma nova derrota na Justiça ao tentar ser reconhecido como pai de uma criança concebida com seu material genético.

O americano Robert Charles Albon, conhecido nas redes sociais como “Joe Donor”, teve o pedido negado por um tribunal do Reino Unido. A decisão foi assinada pelo juiz Andrew McFarlane, que rejeitou a solicitação de inclusão do nome do doador na certidão de nascimento de uma criança de 4 anos.

Segundo o magistrado, a doação realizada por Albon é considerada ilegal no país, já que não foi feita por meio de uma clínica licenciada. O americano oferece esperma diretamente pela internet, utilizando plataformas como Facebook e Instagram.

Justiça rejeita reconhecimento de paternidade de doador de sêmen da internet

A criança nasceu em 2021. Na época, a mãe mantinha um relacionamento com um homem transgênero, cujo nome foi registrado como pai na certidão. O casal, conforme o processo, nunca teve a intenção de permitir que o doador participasse da vida da criança.

Mesmo assim, em outubro de 2025, Albon entrou na Justiça pedindo o reconhecimento legal da paternidade. Ele alegou que queria proteger o filho biológico e evitar que a criança enfrentasse conflitos de identidade — argumento baseado em sua própria experiência, já que foi adotado.

A justificativa, no entanto, não convenceu o tribunal. Na decisão, o juiz afirmou que o doador demonstrava intenção de assumir um papel ativo como pai, o que poderia gerar instabilidade para a família.

“A mãe não teria como prever se ou quando ele reapareceria, o que seria perturbador”, destacou o magistrado.

Histórico de disputas judiciais

Essa não é a primeira tentativa de Albon de obter reconhecimento legal. Em 2023, um tribunal já havia determinado que seu nome não fosse incluído na certidão de outra criança. Em 2025, ele também teve negado um pedido de guarda envolvendo dois menores.

Em outro caso, ele chegou a obter reconhecimento de paternidade após manter relação sexual com a mãe para realizar a doação, mas nunca teve contato com os filhos.

Durante audiências, o americano foi alvo de críticas. Juízes chegaram a apontar que ele poderia ter comportamento controlador e falta de empatia, além de supostamente se aproveitar de mulheres em situação de vulnerabilidade.

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