MONITORAMENTO
Terminais da Grande Curitiba vão ‘contar’ passageiros em tempo real
LOCAÇÃO
Em julho, o valor médio do aluguel residencial na capital paranaense chegou a R$ 2.544, alta de 3,6% em relação a junho
O aluguel de imóveis em Curitiba ficou mais caro em 2026, mas a procura por imóveis residenciais continua aquecida. Em julho, o valor médio do aluguel residencial na capital paranaense chegou a R$ 2.544, alta de 3,6% em relação a junho e de 14,1% na comparação com julho de 2025.
Os dados são do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínio do Paraná (Secovi-PR). O levantamento também mostra quais foram os bairros mais procurados para aluguel em Curitiba.
Na média trimestral, o valor médio ficou em R$ 2.453, com alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com 2024, o aumento chegou a 28%.
O Centro foi o bairro que mais concentrou contratos de aluguel residencial em Curitiba durante julho. A região respondeu por 15,5% das locações realizadas no período. Na sequência, aparecem:
Quem pesquisa pelos bairros com o aluguel mais barato em Curitiba deve considerar que o levantamento do Inpespar divulgado para julho apresenta a participação de cada região nas locações, e não um ranking de preço médio do aluguel por bairro.
A procura muda quando o imóvel é destinado a atividades comerciais. O Centro também liderou esse segmento, com 17,5% das locações comerciais realizadas em julho. O Portão apareceu em segundo lugar, com 8,3%, seguido pelo Água Verde, com 7,5%.
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Batel, Centro Cívico e Rebouças tiveram participação de 5% cada nas locações comerciais.
A valorização dos imóveis para locação tem mudado o comportamento dos inquilinos. Uma das principais alterações identificadas pela pesquisa foi o aumento da utilização do fiador como garantia nos contratos de aluguel.
Em julho, o fiador representou 21,4% das garantias utilizadas, avanço de 2,4 pontos percentuais em relação a junho. Já o seguro fiança caiu 2,8 pontos percentuais e ficou em 70,9%.
A pesquisa do mercado imobiliário também identificou crescimento na procura por imóveis maiores. As residências de quatro dormitórios tiveram 4,8% de sua oferta locada em julho, aumento de 2,8 pontos percentuais.
Mesmo com a alta dos valores, a inadimplência dos inquilinos permaneceu estável em 1,1%. O indicador considera atrasos superiores a 30 dias no pagamento do aluguel.
Outra possível mudança no mercado de locação está em discussão no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 462/2011, aprovado pela Câmara dos Deputados em 12 de agosto e encaminhado ao Senado Federal, prevê a criação do chamado “aluguel consignado”.
Pela proposta, o aluguel poderia ser descontado diretamente da folha de pagamento do inquilino, com limite de 30% do salário. A modalidade dispensaria a apresentação de outras garantias para a assinatura do contrato.
O aluguel consignado, porém, ainda não está em vigor. O projeto precisa passar pela análise do Senado e, caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, ainda dependerá da sanção da Presidência da República.
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