Líder nacional

Comércio paranaense atinge maior número de vendas na história

Resultado supera o de julho de 2021, durante a retomada ecônomica da pandemia

Comércio
Foto: Roberto Dziura Jr/AEN

O resultado da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de fevereiro de 2026 trouxe uma surpresa agradável: o Paraná lidera o crescimento do setor no país e atingiu o maior número no índice de volume de vendas na história, marcando 111,10557.

Para comparação, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) começou a realizar a PMC, em janeiro de 2000, o Paraná marcava 53,08481.

Essa é a segunda vez que o Paraná alcança uma métrica superior a 110. O recorde anterior era de julho de 2021, quando o estado marcou 110,11676. Na época, a alta foi impulsionada pela retomada das atividades econômicas e o avanço da vacinação contra a covi-19.

O resultado deste mês é o 36º consecutivo com índice acima de 100, série essa que começou em março de 2023.

“Esse índice é um termômetro econômico analisado pelo IBGE e outras instituições na composição das suas projeções. Ele reflete diretamente o nível de consumo das famílias e também tem um impacto na construção do Produto Interno Bruto (PIB), uma vez que o comércio varejista é uma das principais vertentes analisadas pelos economistas para mensurar expansão das atividades”, afirma Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

Segundo Callado, o recorde foi alcançado a partir da expansão na abertura de empresas, confiança dos consumidores, inflação abaixo da média nacional e queda no endividamento das famílias, que atingiu o menor patamar em dez anos, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Comércio do Paraná em destaque

A PMC também revelou que o Paraná registra uma alta de 2,9% no volume de vendas em relação a janeiro. O desempenho é cinco vezes maior que a média nacional, de 0,6%.

O Paraná está a frente da Bahia (2,7%), de Minas Gerais (2,5%) e da Praíba (2,4%). Na região Sul, o estado supera o Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). Dez das 27 Unidades da Federação tiveram resutlados negativos.

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