COMO CONSULTAR

Milhões de brasileiros têm dinheiro esquecido no banco

R$ 5,64 bilhões continuam disponíveis para resgate no Sistema de Valores a Receber (SVR)

Dinheiro esquecido
O montante vem diminuindo nos últimos meses (Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (8) mostram que ainda há R$ 5,64 bilhões em dinheiro esquecido em instituições financeiras. O levantamento considera valores registrados até julho de 2026.

Do total, R$ 4,24 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto outros R$ 1,4 bilhão estão relacionados a empresas. Ao todo, são 23,6 milhões de pessoas e 2,2 milhões de empresas com valores a receber.

O montante vem diminuindo nos últimos meses. Em março, eram R$ 10,6 bilhões disponíveis. O valor caiu para R$ 6,2 bilhões em maio e chegou a R$ 5,1 bilhões em junho.

Dinheiro esquecido foi usado em programa de renegociação

Parte dos recursos que não foram resgatados foi destinada a um fundo público para ajudar a viabilizar o Desenrola 2.0, programa voltado à renegociação de dívidas.

Cerca de R$ 5,7 bilhões foram transferidos para o Fundo de Garantia de Operações (FGO), que oferece garantias às instituições financeiras em operações de crédito.

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O uso desses recursos, porém, passou a ser analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos avaliam a utilização do dinheiro em programas federais sem que os valores tenham passado pelo orçamento da União.

Como consultar o dinheiro esquecido

A consulta pode ser feita gratuitamente pelo sistema oficial do Banco Central. O cidadão também consegue verificar valores deixados por pessoas falecidas, desde que tenha autorização para isso, como herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal.

Para consultar, é necessário acessar o Sistema de Valores a Receber do Banco Central e verificar se existem quantias disponíveis. 

Para receber o dinheiro esquecido, o sistema normalmente solicita uma chave Pix. Quem não possui uma chave cadastrada deve procurar a instituição financeira responsável para verificar as opções de pagamento.

No caso de valores pertencentes a pessoas falecidas, também é necessário preencher um termo de responsabilidade e seguir os procedimentos indicados pela instituição que mantém o dinheiro.

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