Economia

Cidade do Paraná terá feriado extra após aprovação de projeto de lei

A proposta foi aprovada em segunda discussão por 11 votos a 9

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(Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)

A criação de um novo ‘dia de folga’ no Norte do Paraná reacendeu o debate entre economia e calendário oficial. A Câmara Municipal aprovou, nesta terça-feira (14), um projeto que institui um feriado extra em Maringá já em 2026, mudando a forma como a cidade comemora seu aniversário.

Pela nova regra, o feriado será celebrado no dia 11 de maio, uma segunda-feira. A mudança ocorre porque, neste ano, o aniversário de fundação (10 de maio de 1947) cai em um domingo e coincide com o Dia das Mães, o que, segundo o autor da proposta, poderia esvaziar as comemorações.

Câmara municipal aprova feriado extra no Paraná

O projeto é de autoria do vereador William Gentil (PP) e altera a Lei nº 5.719/2002, que atualmente define que a data seja celebrada na segunda segunda-feira de maio, com exceção de quando o dia 10 cai em um domingo — caso em que a comemoração permanece na data original. A proposta foi aprovada em segunda discussão por 11 votos a 9. Na primeira votação, realizada no dia 9, o placar havia sido de 13 votos favoráveis e três contrários.

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Apesar da aprovação, o feriado extra em Maringá enfrenta resistência de entidades do setor produtivo. A Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio e do Comércio Varejista de Maringá e Região (Sivamar) se posicionaram contra a mudança, apontando possíveis prejuízos econômicos e impactos operacionais.

‘Novo feriado’ no Paraná divide setor produtivo

Um levantamento do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) estima que o feriado extra em Maringá pode gerar perdas de cerca de R$ 63 milhões. O cálculo considera a paralisação parcial das atividades em um dia útil, com base no Produto Interno Bruto (PIB) do município, estimado em R$ 28,6 bilhões em 2024 — o que representa uma produção diária aproximada de R$ 114,4 milhões.

Segundo o estudo, os setores mais afetados seriam comércio e serviços, seguidos pela indústria, administração pública e agropecuária. Ainda assim, a projeção leva em conta que áreas essenciais, como saúde e segurança, continuam operando, e que atividades como shoppings, supermercados e lazer funcionam parcialmente mesmo em feriados.

Para o autor do projeto, a proposta não cria um novo feriado, mas garante que a população possa, de fato, aproveitar a data comemorativa. A intenção, segundo ele, é permitir maior participação nas celebrações, além de facilitar o planejamento de famílias e da própria cidade.

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