Motor econômico

Paraná registra alta em segmentos importantes da economia e lidera crescimento no Sul, aponta IBGE

Dados mostram expansão sólida no comércio, setor de serviços e turismo nos últimos 12 meses; no campo, o Paraná consolida posição como vice-líder nacional de grãos

Funcionário do ramo varejista trabalhando
Em diversas frentes, o Paraná registrou desempenho acima da média nacional (Foto: Divulgação)

Indicadores macroeconômicos divulgados esta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o Paraná continua em uma trajetória de crescimento consistente nos principais motores produtivos ao longo dos últimos doze meses. O avanço integrado abrange desde o comércio varejista e a prestação de serviços até o turismo e a produtividade no campo.

Os dados técnicos do IBGE mostram que o Paraná não apenas expandiu seus índices internos, mas também superou as médias de crescimento de estados vizinhos e, em diversas frentes, registrou desempenho acima da média nacional.

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Serviços e turismo puxam a geração de empregos

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) apontou uma expansão de 2% no acumulado dos últimos 12 meses. O índice garantiu ao Paraná o primeiro lugar em crescimento na Região Sul, superando Santa Catarina (1,4%) e o Rio Grande do Sul (0,5%). A relevância desse dado reside no fato de o setor de serviços ser o maior empregador da carteira de trabalho paranaense.

Os ramos que mais impulsionaram essa alta foram:

  • Outros serviços (lavanderias, estética, reparos domésticos): alta de 6,3%;
  • Tecnologia (comunicação e informação): crescimento de 3%;
  • Logística (transportes e serviços auxiliares): expansão de 2,5%.

No turismo, o crescimento paranaense nos últimos 12 meses foi de 1,8%. O resultado técnico coloca o Estado à frente de tradicionais polos turísticos do país no mesmo período de comparação, como São Paulo (1,6%), Ceará (1,3%), Alagoas (0,4%), Pernambuco (-0,5%) e Santa Catarina (-4,3%).

Comércio varejista tem o dobro da média nacional

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) revelou um cenário de consumo aquecido no varejo do Estado. No recorte do varejo simples (que exclui materiais de construção e veículos), o Paraná registrou alta de 3,3% nos últimos 12 meses, o dobro da média de crescimento de todo o Brasil, que ficou em 1,4%. No varejo ampliado (com todos os segmentos inclusos), o crescimento paranaense foi de 0,6%, valor cinco vezes superior ao índice nacional.

O consumo das famílias foi liderado pela venda de eletrodomésticos (+10,6%), artigos de uso pessoal (+10,3%) e materiais de livraria e papelaria (+8%). No recorte específico do ano de 2026, a aceleração do comércio paranaense foi ainda mais acentuada, acumulando alta de 4% no varejo restrito e 2,4% no ampliado.

Força do agronegócio mantém Estado na vice-liderança

O levantamento do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE também trouxe boas projeções para a safra de grãos. O Paraná figurou entre os estados com as principais variações absolutas positivas no balanço de junho, registrando um incremento de 93.600 toneladas em relação ao mês anterior.

O resultado foi impulsionado pelo ganho de rendimento na primeira safra de milho (+15.600 toneladas) e na cultura da cevada, que cresceu 2,5% na comparação mensal. Com esses números, o Paraná consolida sua fatia de 13,7% de participação na safra brasileira, mantendo o posto de segundo maior produtor de grãos do país, atrás apenas do Mato Grosso (31,3%) e à frente de estados como Rio Grande do Sul (10,7%) e Goiás (9,7%).

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