Economia

Pix muda regras de segurança para dificultar golpes; veja alterações

A vítima deve registrar a contestação diretamente nos canais oficiais do banco

Pessoa segurando o celular para fazer um Pix
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

As novas regras de segurança do Pix passaram a valer nesta segunda-feira (2) e trazem mudanças importantes para quem já caiu ou teme cair em golpes.

As medidas anunciadas pelo Banco Central têm como foco facilitar a identificação de fraudes e aumentar as chances de recuperar valores após um golpe no Pix, um problema cada vez mais comum no país.

Como recuperar o dinheiro do Pix em caso de golpe

A principal novidade é a atualização do Mecanismo Especial de Devolução (MED), que agora permite rastrear o dinheiro mesmo quando ele é transferido rapidamente entre várias contas, prática usada para dificultar o bloqueio dos valores. Com o novo sistema, bancos e instituições de pagamento conseguem acompanhar o caminho do dinheiro e agir de forma mais rápida para interromper a fraude.

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Além disso, contas suspeitas podem ser bloqueadas automaticamente logo após a denúncia, antes mesmo da conclusão da análise. O compartilhamento de informações entre as instituições também foi ampliado, o que deve reduzir o tempo necessário para a devolução. A expectativa do Banco Central é que o prazo para como recuperar o dinheiro do Pix em caso de golpe seja reduzido para cerca de 11 dias após a contestação.

Pix muda regras e torna devolução de dinheiro mais rápida

Especialistas avaliam que as mudanças podem diminuir em até 40% o número de golpes bem-sucedidos. O Banco Central reforça que o mecanismo só pode ser acionado em situações de fraude, tentativa de golpe ou falha operacional da instituição financeira. Transferências feitas para a pessoa errada por erro de digitação do usuário não entram nas regras de devolução.

Para quem quer saber como recuperar o dinheiro após um golpe do Pix, a orientação é agir o mais rápido possível. A vítima deve registrar a contestação diretamente nos canais oficiais do banco. A instituição de origem aciona o banco recebedor, os valores são bloqueados preventivamente e o caso é analisado. Se a fraude for confirmada, o dinheiro é devolvido; caso contrário, os recursos são liberados ao destinatário.

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