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Empresas fortes são construídas sobre três pilares inseparáveis: processos, tecnologia e pessoas.
Por Riadis Dornelles, CEO Latam da PremiumAds
A cada ano a publicidade digital parece viver uma nova “tendência definitiva”. Em 2026 não será diferente. Inteligência artificial, automações, dados em tempo real, algoritmos cada vez mais sofisticados. Tudo isso importa. Mas o verdadeiro diferencial competitivo não estará nas tecnologias ou modelos de negócios. Estará nas pessoas e, principalmente, na mentalidade e expertise com que elas operam as ferramentas.
Vivemos um momento em que a tecnologia avança mais rápido do que a capacidade das empresas de integrá-la com inteligência ao seu dia a dia. Por isso, a grande tendência de 2026, ao meu ver, não será apenas tecnológica, mas cultural: a mentalidade de crescimento. Pessoas abertas a aprender, testar, ajustar, ouvir e evoluir continuamente, independentemente da idade, do cargo ou do tempo de mercado.
Esse conceito, amplamente discutido em obras como Mindset, de Carol Dweck, deixa claro que não se vence quem sabe mais, mas quem está mais disposto a aprender. Na publicidade digital, isso se traduz em profissionais e empresas que entendem que a tecnologia deve servir ao aprendizado humano, e não o contrário.
E, se a mentalidade focada em aprendizado é a principal tendência deste ano, a excelência de operação será a principal estratégia.
A publicidade sempre foi associada à criatividade, claro. Mas há uma verdade incômoda que o mercado ainda resiste em admitir: uma boa ideia mal executada deixa de ser uma boa ideia.
A operação é tão estratégica quanto o planejamento. É ela que garante velocidade de resposta, ajustes no timing correto, capacidade de testar hipóteses, corrigir rotas e aprender continuamente.
Em um ambiente digital cada vez mais dinâmico, se o ajuste não acontece no tempo certo e com o conhecimento certo, a monetização simplesmente não funciona, mesmo com automações avançadas e inteligência artificial de ponta.
Não existe ferramenta ou criatividade que salve uma operação desatenta, desconectada do contexto ou distante do objetivo real do negócio.
Outro ponto-chave para 2026 é a diferença entre sustentação real e avanço em ferramentas. Muitas empresas correm para adotar o que há de mais novo sem antes garantir processos sólidos, equipes preparadas e coerência entre discurso e entrega.
O resultado é o que chamo de arma digital sem alma digital: muita tecnologia, pouca clareza de propósito, baixa consistência operacional e resultados frágeis no médio e longo prazo.
Empresas fortes são construídas sobre três pilares inseparáveis: processos, tecnologia e pessoas, todos eles sustentados por uma história coerente e uma promessa de valor clara para o cliente. Quando um desses elementos falha, o sistema inteiro sente.
Em meio a tantas “tendências”, talvez o movimento mais inteligente seja voltar ao “básico” de qualquer negócio. Não como moda, mas como escolha estratégica. Entender profundamente o negócio do cliente, definir objetivos claros, alinhar expectativas, medir o que realmente importa e executar com excelência.
Isso não é tendência. É nicho. E nichos bem trabalhados continuam sendo altamente relevantes e rentáveis.
E, no fim do dia, a grande diferença estará nas pessoas disponíveis – disponíveis para aprender, para se envolver, para assumir responsabilidade e para crescer junto com a empresa, com o cliente e, quando possível, com o cliente do cliente.
O futuro não pertence a quem tem mais dados, mas a quem sabe o que fazer com eles dentro de um ecossistema complexo, volátil e, por vezes, até ilógico. E esse tipo de ativo não se adquire com ferramentas, mas com formação humana.
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