Boato esclarecido

Receita Federal desmente boato sobre novos impostos para professores; entenda

A Receita emitiu uma nota na noite de quinta (22) desmentindo os boatos.

receita federal professores
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Receita Federal emitiu um comunicado oficial na noite de quinta-feira (22) rebatendo informações falsas que circulam nas redes sociais sobre novos impostos para professores.

LEIA TAMBÉM

Receita Federal nega aumento tributário

Os boatos sugeriam que o reajuste do piso salarial do magistério faria com que os professores pagassem mais Imposto de Renda (IR). Segundo o Fisco, um conjunto de órgãos governamentais, a realidade é outra: a categoria terá uma redução drástica na carga tributária em 2026.

A confusão ignorava as mudanças trazidas pela Lei 15.270/2025, sancionada no fim do ano passado, que ampliou a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil mensais.

Apenas um boato

Para provar que o ganho salarial será real, a Receita Federal divulgou uma comparação entre os valores pagos no ano passado e o que será pago este ano para os professores:

  • Em 2025: com o piso de R$ 4.867,77, o professor pagava cerca de R$ 283,14 de IR mensal.
  • Em 2026: com o novo piso de R$ 5.130,63, o valor do imposto cai para aproximadamente R$ 46,78 por mês.

Mesmo com um salário bruto maior, a nova tabela do IR garante que o desconto no contracheque seja significativamente menor, resultando em um aumento real no salário líquido dos profissionais da educação.

O que mudou com a nova lei?

A reforma do Imposto de Renda focou em tornar a tributação mais progressiva. Os principais pontos são: a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil e a redução de alíquotas para rendimentos situados entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00.

Além de professores, milhões de trabalhadores de outras categorias deixaram de ser tributados na fonte este ano. A Receita Federal reforça que o objetivo das novas regras é justamente corrigir distorções que penalizavam a classe média e profissionais de serviços essenciais, como a educação.

Leia mais sobre economia no Massa.com.br.