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O texto oficial com a proposta do governo deve ser apresentado nesta quarta-feira (15)
O governo federal prevê que o salário mínimo possa alcançar R$ 1.717 em 2027, conforme proposta incluída no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). O valor representa uma alta estimada de 5,9% em relação ao piso atual.
O cálculo considera a reposição da inflação medida pelo INPC de 2026, somada a um ganho real de 2,5%, seguindo a regra adotada a partir de 2024. O texto oficial do PLDO deve ser divulgado na próxima quarta-feira (15).
O salário mínimo é referência para cerca de 60 milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais, aposentados e beneficiários de programas sociais. O valor também impacta diretamente benefícios como aposentadorias e pensões do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) e o seguro-desemprego, além de servir de base para contribuições de microempreendedores individuais (MEIs) e decisões judiciais.
Atualmente, a política de valorização do salário mínimo leva em conta a inflação do período e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. Para 2027, a projeção considera um crescimento de 2,5%.
O PLDO orienta a elaboração do Orçamento da União e ainda será analisado pelo Congresso Nacional. O valor definitivo do salário mínimo pode sofrer alterações até a aprovação final, especialmente em função de possíveis variações na inflação.
Para 2026, o piso nacional está fixado em R$ 1.620, e a expectativa para 2027 já girava em torno de R$ 1.710 antes da nova estimativa.
O reajuste também tem impacto direto nas contas públicas. Isso porque benefícios atrelados ao salário mínimo tendem a elevar os gastos do governo. Ao mesmo tempo, a valorização do piso contribui para a recomposição do poder de compra da população, tema que segue em debate entre especialistas devido aos possíveis efeitos sobre a inflação e o equilíbrio fiscal.
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