Novo piso salarial

Salário mínimo deve chegar a R$ 1.741 em 2027, diz ministro da Fazenda

Projeção do governo leva em conta estimativa da inflação de novembro e ganho real de 2,5%

salário mínimo
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027, durante anúncio feito na segunda-feira (24). A estimativa será incluída no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deve ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

O valor representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, sobre os atuais R$ 1.621. O reajuste impacta diretamente as contas públicas, porque o salário mínimo é usado como referência para o pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais.

Projeção ainda não é definitiva

Os R$ 1.741 divulgados por Durigan são uma estimativa. O valor real do salário mínimo é definido pela inflação, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) divulgado em novembro. Esse valor é combinado com um ganho real (acima da inflação) de 2,5%.

O valor oficial do salário mínimo só será conhecido em dezembro, após a divulgação do INPC. O valor informado pelo governo serve como estimativa para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deve ser enviado ao Congresso Nacional até 31 de agosto.

Caso a projeção do Governo Federal for confirmada, o novo piso entra em vigor em janeiro de 2027.

Novo valor do salário mínimo impacta benefícios

Atualmente, cerca de 45% dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) têm valor vinculado ao salário mínimo. Com isso, o novo piso impacta os pagamentos das aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. A contribuição previdenciária dos Microempreendedores Individuais (MEIs) também é influenciada pelo piso.

Dessa forma, o aumento do salário mínimo impacta diretamente as contas públicas. Quanto maior o reajuste, maior será a despesa do governo. Em contrapartida, o aumento deve incentivar o consumo entre famílias de baixa renda, que tendem a destinar a maior aprte dos recursos recebidos para despesas básicas.

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