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De lutas históricas a recordes de emprego: avanço feminino marca o mercado paranaense
MERCADO DE TRABALHO
O salário médio feminino avançou 9,3% em termos reais
O salário das mulheres no mercado de trabalho do Paraná registrou crescimento expressivo no último ano, superando a média nacional e colocando o estado entre os destaques do país.
Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), compilados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), apontam que o salário médio feminino avançou 9,3% em termos reais no quarto trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período de 2024. O valor passou de R$ 3.324 para R$ 3.633, já descontada a inflação.
Com o resultado dos salários das mulheres, o Paraná liderou o crescimento entre os estados das regiões Sul e Sudeste, superando Minas Gerais, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e São Paulo. O desempenho também ficou acima da média nacional, que teve aumento real de 4,33% no período.
Na comparação com o final de 2018, a evolução é ainda maior. O rendimento médio mensal das trabalhadoras no estado subiu 18,3% em termos reais, passando de R$ 3.071 para R$ 3.633 no intervalo entre o último trimestre de 2018 e o mesmo período de 2025.
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Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, o avanço está ligado ao aquecimento do mercado de trabalho paranaense e ao dinamismo da economia local.
De acordo com ele, o número de mulheres ocupadas no estado passou de 2,3 milhões no fim de 2018 para 2,8 milhões no último trimestre de 2025, o que contribuiu para o aumento da renda e para a melhoria das condições de vida das famílias.
Outro indicador recente reforça a tendência de crescimento na presença feminina no mercado de trabalho. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que o Paraná registrou saldo de 5.752 mulheres contratadas em janeiro de 2026. O resultado representa alta de 17% em relação a janeiro de 2025 e foi o segundo melhor do país, atrás apenas de Santa Catarina.
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