Economia

Desemprego cai e alcança a menor taxa no 3º trimestre em 14 anos

Índice divulgado pelo IBGE é o mais baixo desde o início da série em 2012

Taxa de desemprego caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, sendo o menor índice da história para o períodom segundo o IBGE.
Apesar do aumento na ocupação formal, o volume de trabalhadores na informalidade segue elevado (Foto: Jonathan Campos/AEN)

A taxa de desemprego no país caiu para 5,2% no terceiro trimestre, registrando o menor índice para o período desde o início do monitoramento em 2012.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado mantém a trajetória de queda do desemprego no país. O índice havia ficado em 5,4% no segundo trimestre deste ano e em 5,6% no mesmo período de 2025.

LEIA TAMBÉM

Menor taxa de desemprego em anos

Com o recuo da taxa, o total de pessoas desempregadas no país caiu para 5,6 milhões, o que representa uma redução de 4% em relação ao trimestre encerrado em junho.

Na comparação com o 3º trimestre do ano anterior, quando havia 6 milhões de desempregados, a queda foi ainda mais expressiva: 6,9%, o que significa que 417 mil trabalhadores deixaram o desemprego em um ano.

País atinge recorde de pessoas trabalhando

Pelo lado da geração de empregos, o Brasil também atingiu a maior marca de toda a série histórica. A população empregada totalizou 103,6 milhões de pessoas no trimestre, registrando alta de 0,6% na comparação com o trimestre anterior (mais 581 mil) e avanço de 1,2% em doze meses (mais 1,2 milhão de pessoas inseridas no mercado).

O nível da ocupação, que calcula o percentual de cidadãos em idade de trabalhar que estão efetivamente empregados, também cravou o recorde histórico de 59%.

Informalidade

Apesar do aumento na ocupação formal, o volume de trabalhadores atuando na informalidade segue elevado, com uma taxa de 37,5%. Esse valor se refere a 38,8 milhões de brasileiros atuando sem carteira assinada, como informais ou por conta própria. O patamar mostra estabilidade, quando comparado ao trimestre anterior (37,4%) e ao mesmo intervalo do ano passado (37,8%).

No bolso, o rendimento médio do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3.790. O valor permaneceu estável em relação aos três meses anteriores, mas registrou alta de 3,6% sobre 2025, representando um ganho médio de R$ 131 acima da inflação.

Com mais pessoas trabalhando e rendimentos em alta, a massa de rendimento real habitual atingiu o valor recorde de R$ 387,5 bilhões injetados diretamente na economia do país.

Leia mais sobre economia no Massa.com.br.