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LIDERANÇA
Paraná liderou o Ideb 2025 nas três etapas avaliadas: 5,1 no Ensino Médio, 5,8 nos Anos Finais do Ensino Fundamental e 6,9 nos Anos Iniciais, todos os resultados da rede pública
O Paraná voltou a se destacar no cenário nacional da educação e manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a liderança no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os resultados de 2025 foram divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
O estado alcançou os melhores resultados do país nas três etapas avaliadas. No Ensino Médio, registrou nota 5,1, sendo o único estado brasileiro a ultrapassar a marca de cinco pontos. Nos Anos Finais do Ensino Fundamental da rede pública, chegou a 5,8, enquanto nos Anos Iniciais, também na rede pública, atingiu 6,9.
Os números colocam o Paraná no Ideb novamente na primeira posição nacional e mostram uma trajetória de crescimento dos indicadores de aprendizagem ao longo dos últimos anos. No Ensino Médio, o estado ficou à frente do Piauí, que marcou 5,0, e de Espírito Santo e Rio Grande do Sul, ambos com 4,9. A média nacional da etapa foi de 4,5, enquanto a média das redes estaduais brasileiras ficou em 4,3.
Entre os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental, a rede pública paranaense alcançou 5,8, resultado superior à média nacional de 5,0. Quando são consideradas todas as redes de ensino, a nota do Paraná sobe para 5,9, também a maior do país, à frente de Ceará e Goiás, que registraram 5,7.
Já nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a rede pública do estado marcou 6,9. O índice ficou acima da média brasileira, de 6,1, e superou os resultados de Ceará (6,8), Santa Catarina e São Paulo, ambos com 6,5.
A melhora dos indicadores também aparece nos resultados de proficiência dos estudantes. Entre 2023 e 2025, o desempenho em Matemática cresceu mais do que em Língua Portuguesa na rede estadual.
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, a proficiência em Matemática passou de 264,55 para 275,25, uma alta de 10,70 pontos. No Ensino Médio, o avanço foi de 278,04 para 288,65, aumento de 10,61 pontos.
Em Língua Portuguesa, o crescimento também foi registrado nas duas etapas. Nos Anos Finais, a evolução foi de 7,98 pontos, enquanto no Ensino Médio chegou a 8,48 pontos.
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O resultado de 2025 representa o ponto mais alto de uma trajetória iniciada há oito anos. Em 2017, o Paraná tinha nota 4,0 no Ensino Médio e ocupava a nona colocação nacional. Desde então, o indicador avançou até chegar aos atuais 5,1.
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental, a nota passou de 4,9 em 2017 para 5,9 em 2025, levando o estado da oitava para a primeira posição nacional. Outro indicador que apresentou melhora foi a distância entre as redes pública e privada. Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, a diferença caiu de 1,1 para 0,5 ponto entre 2023 e 2025. No Ensino Médio, passou de 1,2 para 0,8 ponto.
Para o governo estadual, parte da evolução está relacionada às ações adotadas para recuperar conteúdos e habilidades que não haviam sido consolidados pelos estudantes.
Uma das principais medidas foi a criação, em 2025, do Programa de Recomposição da Aprendizagem. A iniciativa oferece duas aulas semanais adicionais de Língua Portuguesa e Matemática para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio.
O programa também conta com dois professores em sala de aula, planejamento específico e avaliações periódicas para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes. No primeiro ano de funcionamento, mais de 251 mil alunos foram atendidos.
A proposta também envolveu a identificação das habilidades que apresentavam maior dificuldade, elaboração de currículo específico, materiais de apoio e formação continuada para os professores. Os estudantes foram organizados de acordo com os níveis de aprendizagem para receber um acompanhamento mais direcionado.
A rede estadual também ampliou o uso de avaliações diagnósticas para identificar dificuldades e orientar intervenções pedagógicas de maneira mais rápida. Além das ações dentro das escolas estaduais, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) mantém parcerias com os municípios em iniciativas de alfabetização, formação de professores e acompanhamento da aprendizagem.
O governador Carlos Massa Ratinho Júnior afirmou que o avanço não deve significar uma mudança de rumo nas políticas educacionais. Segundo ele, a melhora dos indicadores ocorre de forma gradual, enquanto uma eventual piora pode acontecer rapidamente. “Nós não podemos voltar para trás. A melhora é a longo prazo, mas a piora é muito rápida na educação. Então é preciso manter esse planejamento e olhar para o futuro”, afirmou.
O governador também destacou o trabalho realizado por professores, diretores, equipes pedagógicas e demais profissionais da educação, além dos investimentos feitos na rede estadual.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o resultado é consequência de um conjunto de ações que envolve diferentes frentes. Entre elas estão o apoio aos municípios mais pobres, o avanço na entrega das políticas educacionais, o fortalecimento da alfabetização e a ampliação do tempo integral.
“Nós temos algo bem objetivo e pragmático. Primeiro, ajudar aqueles municípios que são mais pobres. Segundo indicador: avanço de entrega. Terceiro indicador: avanço em alfabetização. E quarto indicador: a ampliação do tempo integral”, explicou.
Miranda também afirmou que a distância entre o Paraná e outros estados vem aumentando e citou o desempenho da rede pública como exemplo de que é possível ampliar a qualidade do ensino oferecido aos estudantes em situação de maior vulnerabilidade.
“Quando percebemos que estávamos próximos de atingir um teto no Ideb, criamos o Programa de Recomposição da Aprendizagem para os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio”, detalhou o secretário.
Segundo ele, o trabalho envolveu a identificação das habilidades não consolidadas nos anos anteriores, a criação de um currículo específico, a oferta de materiais de apoio, formação continuada e avaliações periódicas.
“Também implantamos a dupla docência em sala de aula, organizando os estudantes por níveis de aprendizagem para que cada grupo recebesse um atendimento mais direcionado”, acrescentou.
Com os resultados de 2025, o Paraná consolida uma trajetória de crescimento dos indicadores educacionais e mantém a liderança nacional pelo terceiro ciclo consecutivo.
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