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Formiga chora em premiação e diz que preconceito atrasou futebol feminino

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Foto: Sam Robles/CBF

Ícone do futebol brasileiro, a meio-campista Formiga se emocionou ao receber o prêmio Bola de Ouro na cerimônia do Bola de Prata da ESPN nesta sexta-feira (10). Em seu discurso de agradecimento, a jogadora não segurou as lágrimas e falou sobre a “pouca evolução” do futebol feminino.

“Não esperava nada disso. Com certeza não. Mas, me emociono de verdade. É saber que nossos esforços estão sendo reconhecidos, não estão sendo em vão. Mais do que merecido o futebol feminino estar presente nessa homenagem”, disse Formiga.

“Tanta luta, não só minha, mas como de pioneiras. Tantas que passaram pelo futebol feminino para que isso possa estar existindo. Evoluímos pouco. Se for comparar dos anos 80 até aqui, estamos presas, pouco foi mudando. Vamos falar em questão a salários, nos anos 80, um jogador ganhava o que se paga hoje ao futebol feminino. Vê que nada mudou. Em questão a valorizações de clubes também”, afirmou.

“O que a gente vem fazendo com esse movimento é abrir os olhos para que enxerguem melhor o futebol feminino. Para ter empreendedores que possam encostar na modalidade, que a gente vem jogando há tantos anos, pedindo espaço. Que as pessoas comecem a valorizar o futebol feminino”, prosseguiu a jogadora.

Formiga também abordou temas como racismo e preconceito. “A proibição acabou retardando a evolução e o preconceito se manteve por muitos anos. Hoje, não vejo muito o preconceito, na verdade. Há minorias. Um dos preconceitos que vi sendo quebrados foi dentro da casa, na família. Eu fui proibida de jogar e muitas também. O futebol no Brasil sendo proibido prejudicou muito. Poderíamos ter muitas Martas, muitas Cristianes sendo escolhidas como melhores do mundo”, concluiu.

Informações do SBT Sports