A velha rivalidade
EMOÇÃO ATÉ O FIM
Em uma partida marcada pela intensidade e drama até os minutos finais, a Inglaterra confirma presença nas quartas de final da Copa do Mundo
A Inglaterra está nas quartas de final da Copa do Mundo. Em uma partida marcada por atraso devido às condições climáticas, gols, expulsão e forte pressão mexicana até os minutos finais, a seleção inglesa venceu o México por 3 a 2 no Estádio Azteca e agora enfrenta a Noruega na próxima fase.
Depois de um atraso de uma hora causado pelas condições climáticas na Cidade do México, a bola finalmente rolou para um dos confrontos mais aguardados das oitavas de final.
Antes mesmo do apito inicial, a Inglaterra apresentou novidades na escalação. Thomas Tuchel improvisou Jarell Quansah na lateral direita, setor que vinha sendo um problema ao longo da Copa, além de promover as entradas de Bukayo Saka e Antony Gordon entre os titulares.
O início da partida foi completamente dominado pelos mexicanos. Empurrada por um estádio tomado de verde, branco e vermelho, a seleção da casa pressionou desde os primeiros segundos e viu Declan Rice receber cartão amarelo com menos de um minuto após atingir Romo em uma disputa de bola.
A intensidade mexicana era refletida nas arquibancadas, que já entoavam gritos de “olé” enquanto a equipe envolvia os ingleses com marcação alta e rápidas recuperações de posse.
Sem conseguir controlar o meio-campo, a Inglaterra apostava em lançamentos longos e tinha Jude Bellingham atuando mais aberto na tentativa de encontrar espaços.
Ainda assim, a melhor oportunidade inicial foi do México: aos 15 minutos, Raúl Jiménez subiu livre para cabecear no canto, obrigando Jordan Pickford a fazer grande defesa e evitar a abertura do placar.
Quando parecia sofrer com a pressão adversária, a Inglaterra resolveu a partida em dois minutos de inspiração. Aos 36, Bukayo Saka fez grande jogada individual pela direita e encontrou Jude Bellingham, que mergulhou de peixinho para abrir o placar.
No minuto seguinte, Elliot Anderson recuperou a bola no campo de ataque e acionou Harry Kane, que serviu Bellingham com um passe preciso. O camisa 10 finalizou com categoria para marcar o segundo gol inglês e mudar completamente o cenário do confronto.
O México, porém, mostrou a força que o levou até as oitavas e reagiu rapidamente. Aos 42 minutos, após cobrança de falta para a área e uma sobra dentro da pequena área, Julián Quiñones apareceu para finalizar e diminuir o placar, recolocando os mexicanos na disputa. Um dos grandes destaques da campanha mexicana na Copa, o atacante voltou a ser decisivo no momento de maior dificuldade da equipe.
Nos acréscimos, o México esteve muito perto do empate. Raúl Jiménez desperdiçou uma finalização, depois obrigou Pickford a fazer outra defesa espetacular ao desviar uma cabeçada com a ponta dos dedos.
Na sequência da jogada, Gallardo ficou cara a cara com o gol após um lateral alçado para a área, mas Jude Bellingham apareceu em cima da linha para salvar a Inglaterra e preservar a vantagem de 2 a 1 antes do intervalo.
Na volta do intervalo, o México promoveu sua primeira alteração com a entrada de Álvarez na vaga de Montes, mantendo a estrutura defensiva, mas buscando mais intensidade na saída de bola. A mudança refletiu o comportamento da equipe, que voltou pressionando a Inglaterra e tentando transformar o apoio da torcida em empate.
Mesmo sob pressão, a primeira grande oportunidade da etapa final foi inglesa. Nico O’Reilly apareceu com liberdade e acertou a trave, assustando o goleiro mexicano e mostrando que os comandados de Thomas Tuchel continuavam perigosos nos contra-ataques.
A partida ganhou novos contornos aos sete minutos. Jarell Quansah chegou atrasado em uma dividida com o camisa 23 mexicano, após revisão do VAR, o árbitro mostrou o cartão vermelho direto. Com um jogador a menos, Tuchel reorganizou a equipe imediatamente, sacrificando Bukayo Saka para a entrada de John Stones e reforçando o sistema defensivo.
Mesmo em inferioridade numérica, a Inglaterra encontrou forças para ampliar a vantagem. Aos 15 minutos, Gordon aproveitou um erro na saída do goleiro mexicano e foi derrubado dentro da área.
Após a marcação do pênalti, Harry Kane assumiu a responsabilidade e converteu com categoria, marcando seu sexto gol nesta Copa do Mundo e recolocando os ingleses em uma situação confortável no placar.
Sem outra alternativa, o México lançou a equipe ao ataque e passou a ocupar ainda mais o campo ofensivo. A insistência foi recompensada poucos minutos depois, quando Harry Kane atingiu Gutiérrez dentro da área em uma disputa de bola. Mais uma vez o VAR entrou em ação e confirmou a penalidade para os donos da casa. Raúl Jiménez bateu com segurança e diminuiu o marcador aos 23 minutos, incendiando novamente o Estádio Azteca.
Os minutos finais foram de enorme sofrimento para a Inglaterra. Com 11 minutos de acréscimos, o México seguiu criando oportunidades e manteve o adversário encurralado dentro da própria área, mas encontrou uma defesa resiliente e segura nos momentos decisivos.
Ao apito final, a seleção inglesa celebrou muito mais do que a classificação. Superando a altitude de mais de 2.400 metros da Cidade do México, a pressão da torcida no Estádio Azteca e boa parte do segundo tempo com um jogador a menos, a Inglaterra venceu por 3 a 2, encerrou a invencibilidade mexicana no Azteca e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo. Agora, os ingleses terão pela frente a Noruega, no próximo dia 11 de julho, em busca de um lugar entre os quatro melhores do torneio.
Partida: México (2) x (3) Inglaterra
Competição: Copa do Mundo 2026 – oitavas de Final
Local: Estádio Azteca, Cidade do México (MEX)
Data e horário: 05/07 ás 22hrs (horário de Brasília)
Cartão amarelo: Declan Rice (Inglaterra); Marc Guéhi (Inglaterra); Jorge Sánchez (México); Nico O’Reilly (Inglaterra); Johan Vásquez (México); Jordan Handerson (Inglaterra).
Cartão vermelho: Jarell Quansah.
Escalação México (4-3-3):Raúl Rangel; Jorge Sánchez, César Montes, Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Erik Lira, Luis Romo, Gilberto Mora e Roberto Alvarado; Julián Quiñonez e Raúl Jiménez
Escalação Inglaterra (4-2-3-1): Jordan Pickford; Jarell Quansah, Ezri Konsa, Marc Guéhi e Nico O’Reilly; Elliot Anderson, Declan Rice, Antony Gordon, Jude Bellingham e Bukayo Saka; Harry Kane.
Gols: Jude Bellingham (36min / 1°tempo); Jude Bellingham (37min / 1°tempo) Julián Quiñones (42min / 1º tempo); Harry Kane (60min / 2° tempo); Raul Jiménez (69min / 2° tempo).
Projeto Focas na Massa: texto produzido pela aluna Júlia de Castro, do 3º período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo; texto revisado e com supervisão de Guilherme Becker.
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