RUMO AO TRI
MURALHA MEXICANA
Com atuação segura e sem sofrer gols pela quarta partida consecutiva, o México superou o Equador por 2 a 0 no Estádio Azteca
O duelo entre México e Equador desta terça-feira (30), começou com uma hora de atraso por conta das condições climáticas na Cidade do México. Porém, quando a bola rolou, a seleção mexicana rapidamente mostrou que pretendia controlar a partida diante de sua torcida no Estádio Azteca e venceu a partida por 2 a 0.
Os minutos iniciais foram de estudo entre as equipes, mas a tranquilidade durou pouco. Empurrado pela atmosfera criada pelos torcedores, o México passou a pressionar desde os primeiros instantes e criou três grandes oportunidades antes mesmo dos cinco minutos da primeira etapa.
A primeira finalização da partida saiu dos pés de Mora, enquanto a defesa equatoriana precisou trabalhar intensamente para evitar a abertura do placar.
A pressão seguiu intensa. Aos seis minutos, Romo encontrou Jiménez com um cruzamento pela direita, e o atacante cabeceou para fora, desperdiçando uma chance clara.
O Equador só conseguiu chegar ao ataque aos 10 minutos, ainda muito pressionado pelas vaias da torcida mexicana, enquanto o México explorava com eficiência os contra-ataques.
Aos 15 minutos, após cobrança de escanteio, Mora voltou a aparecer em boa condição, mas finalizou para fora. Dois minutos depois, veio a principal resposta equatoriana na etapa inicial. Yeboah fez grande jogada individual pelo lado direito e acertou a trave, naquela que foi a melhor oportunidade da equipe.
O susto, porém, não abalou os donos da casa. Aos 22 minutos, o México abriu o placar em um rápido contra-ataque pela esquerda. Quinones venceu a marcação em jogada individual e balançou as redes, anotando seu terceiro gol na copa e se consolidando como artilheiro da seleção mexicana na competição. A assistência foi de Alvorada.
Além do domínio em campo, os mexicanos carregavam um retrospecto favorável. A seleção nunca perdeu uma partida no Estádio Azteca, fator que aumentava ainda mais a confiança da equipe.
O segundo gol nasceu de um erro defensivo do Equador. Aos 30 minutos, Ordóñez saiu jogando mal, o México recuperou a posse e Quinones encontrou Jiménez, que não desperdiçou a oportunidade para ampliar o placar para 2 a 0.
Mesmo em desvantagem, o Equador ainda criou uma última oportunidade antes do intervalo. Aos 39 minutos, Yeboah arriscou de fora da área, mas parou em boa defesa do goleiro Rangel, que garantiu a vantagem de dois gols para o México ao fim do primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o Equador promoveu duas mudanças para tentar reagir na partida. Medina e Preciado entraram nas vagas de Ordóñez e Alan Franco, dando mais mobilidade ao setor ofensivo.
A equipe equatoriana iniciou a segunda etapa com mais tranquilidade, trocando passes com maior precisão e buscando espaços para superar a defesa mexicana, que ainda não havia sido vazada na Copa do Mundo. Mesmo assim, o México seguiu confortável na partida, avançando sempre que tinha oportunidade e mantendo a pressão sobre o adversário.
O Equador passou a ocupar mais o campo de ataque, mas encontrou uma defesa mexicana extremamente sólida, liderada por Montez, que não dava espaços para infiltrações ou finalizações perigosas.
Aos 21 minutos, após cobrança de escanteio, Montez apareceu livre para cabecear, mas o goleiro equatoriano fez uma grande defesa e evitou o terceiro gol mexicano.
O Equador voltou a assustar aos 27 minutos, quando chegou com perigo dentro da área, mas a defesa mexicana afastou o lance antes da finalização. Um minuto depois, Rodríguez recebeu cara a cara com o goleiro, dominou e tentou concluir com a ponta do pé, mas mandou a bola para fora, desperdiçando a melhor oportunidade da equipe na partida.
Com a vantagem construída ainda no primeiro tempo, o México administrou o resultado na etapa final. O ritmo caiu, o jogo ficou mais morno e os equatorianos até tentaram construir jogadas ofensivas, mas esbarraram durante toda a partida na consistência defensiva mexicana. Depois de um primeiro tempo dominante, a seleção apenas controlou as ações até o apito final.
Nos acréscimos, a partida ganhou um clima de tensão. Aos 45+5, o zagueiro equatoriano Hincapié conversou com a mão sobre a boca com Santiago Giménez. A arbitragem aplicou o protocolo conhecido como “Lei Vini Jr.”, resultando na expulsão do defensor equatoriano com cartão vermelho, é a segunda vez que o procedimento foi utilizado nesta edição da Copa do Mundo.
Com a vitória por 2 a 0, o México encerrou a fase de grupos de forma impecável: quatro jogos, quatro partidas sem sofrer gols e uma das defesas mais consistentes do torneio. Já o Equador dá adeus à Copa do Mundo com uma campanha de uma vitória, um empate e duas derrotas.
A equipe mexicana também alcançou um feito que não consegue desde 1986: disputar o quinto jogo de um Mundial. Agora o México aguarda o confronto entre Inglaterra e República Democrática do Congo para definir seu próximo adversário.
Partida: México (2) x (0) Equador
Competição: Copa do Mundo 2026 – 16 avos de Final
Local: Estádio Azteca, Cidade do México (MEX)
Data e horário: 30/06 ás 22hrs (horário de Brasília)
Cartão amarelo: Alan Franco (Equador); Kendry Páez (Equador) e Moisés Caicedo (Equador)
Cartão vermelho: Piero Hincapié (Equador)
Escalação México (4-3-3):Raúl Rangel; Jorge Sánchez, César Montes, Johan Vásquez e Jesús Gallardo; Erik Lira, Luis Romo e Gilberto Moro, Roberto Alvarado, Julián Quiñones e Raúl Jiménez.
Escalação Equador: (4-4-2): Hernán Galíndez; John Yeboah, Willian Pacho, Joel Ordóñez e Piero Hincapié; Alan Franco, Moisés Caicedo, Pablo Vite e Nilson Angulo; Gonzalo Plata e Enner Valencia.
Gols: Julián Quiñones (22min / 1º tempo); Raúl Jiménez (31min / 1°tempo)
Projeto Focas na Massa: texto produzido pela aluna Julia de Castro, do 3º período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo; texto revisado e com supervisão de Guilherme Becker.
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