Esporte
Torcedor do Athletico comete injúria racial contra jogador do Londrina, paga fiança de R$ 500 e é liberado
Um torcedor do Athletico foi liberado pela Polícia Civil após ser preso em flagrante por ter supostamente ofendido o jogador Samuel Santos, do Londrina, com gestos e palavras racistas. Ele pagou uma fiança de R$ 500. A situação aconteceu durante o jogo das quartas de final do Campeonato Paranaense, neste domingo, na Arena da Baixada.
Aos 30 minutos do segundo tempo, o jogo foi paralisado após Samuel Santos relatar que foi vítima de injúria racial. Segundo o jogador, um torcedor teria feito gestos racistas e ainda o chamado de “preto Vera Verão”, se referindo a um personagem do programa ‘A Praça é Nossa’. O árbitro Rodolpho Toski Marques chamou a Polícia Militar e o torcedor, identificado na súmula da arbitragem como Carlos Alexandre Tonin, foi retirado do local e encaminhado para a Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos (Demafe). A partida foi retomada em seguida.
Carlos Tonin foi preso e conduzido à Central de Flagrantes da Polícia Civil. Ele foi liberado poucas horas depois, após ele e Samuel Santos, que registrou boletim de ocorrência, serem ouvidos pelo delegado do caso.
Jogador e advogado se manifestaram
Nas redes sociais, Samuel Santos falou sobre o caso e disse que já está tomando as medidas para responsabilizar o autor das ofensas. “Tenho orgulho da minha raça, amo a minha cor e não irei abaixar a cabeça para racistas”. Já o advogado do jogador, Eduardo Vargas, informou que o Londrina também deve ir ao Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) prestar denúncia contra o Athletico pelos atos do torcedor.
Em nota, o Londrina prestou soliedariedade ao atleta.
“Sobre o episódio de racismo envolvendo o atleta Samuel Santos, o Londrina Esporte Clube repudia veementemente atos de cunho racista ou preconceituosos. Informamos, também, que o atleta registrou boletim de ocorrência após a partida contra o Athletico Paranaense, devidamente acompanhado pelo Departamento Jurídico do clube. Lamentamos profundamente a ocorrência desses fatos e ressaltamos que prestaremos total apoio ao atleta”.
O caso será investigado pela Polícia Civil. O crime de injúria racial prevê pena de um a três anos de prisão. Se o Athletico for julgado pela situação, o clube pode perder pontos, mando de campo e até exclusão do torneio, com base no artigo 243-G, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.