Cerimônia japonesa

Atum gigante mobiliza operação internacional para cerimônia em Foz do Iguaçu

Bluefin é considerado um dos peixes mais valorizados do mundo; transporte da Europa até Foz leva até sete dias

Atum gigante com três pessoas segurando
Atum gigante será servido em cerimônia japonesa nesta quinta-feira (23), em Foz do Iguaçu (Foto: Grupo Capitão/Carlos Peres)

Uma cerimônia japonesa nesta quinta-feira (23), em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, realizada pelo restaurante Hokkai, contará com pratos especiais preparados com Bluefin, conhecido como atum-azul. O peixe, que pode chegar a dois metros de comprimento e ultrapassar os 500 kg, é capturado no Mar Mediterrâneo e mobiliza uma operação internacional para chegar fresco e no ponto perfeito para o evento do outro lado do oceano Atlântico.

A trajetória começa nas águas das Ilhas Baleares, na Costa Espanhola. Conhecido por sua carne macia e tamanho que surpreende, o Bluefin é capturado durante o período de migração do Atlântico Norte até o Mar Mediterrâneo. Conduzido em redes até áreas de engorda, o peixe permanece por até dois anos sob monitoramento constante, alimentado com outros pescados até atingir elevado nível de gordura, característica que define seu valor gastronômico.

Quando chega ao ponto ideal, é realizada a técnica milenar japonesa ikejime, que preserva a textura e o sabor da carne. A partir daí, começa uma corrida contra o tempo.

Transporte do atum gigante até Foz do Iguaçu

O atum inteiro é acondicionado em caixa térmica com gelo e transportado por via aérea da Espanha até o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Em seguida, o peixe segue em veículo refrigerado até Curitiba e, na sequência, percorre o trecho final até Foz do Iguaçu. São mais de 1.000 quilômetros de deslocamento rodoviário sob refrigeração rigorosa e monitoramento constante, garantindo que o pescado chegue ao destino com o mesmo frescor do momento em que foi retirado do mar.

Todo esse processo, da origem até a entrega, costuma variar entre cinco e sete dias, um prazo curto para um item que atravessa continentes. A logística é planejada para manter as características originais do peixe, essencial para a boa experiência de quem irá consumi-lo. Também chamado de “rei dos atuns”, o Bluefin é um dos peixes mais valorizados do mundo e pode atingir valores elevados no mercado internacional. Na edição anterior da cerimônia, um exemplar de cerca de 110 quilos foi adquirido por aproximadamente R$ 35 mil.

Bluefin, conhecido como atum-azul
Bluefin é transportado em operação especial para chegar no ponto ideal (Foto: Grupo Capitão/Carlos Peres)

Jantar especial para poucos convidados

A iniciativa é realizada pelo Hokkai, restaurante japonês reconhecido pelo Selo de Qualidade no Turismo do Paraná. O selo é uma iniciativa do Sebrae que envolve diversas entidades representativas do setor público, privado e entidades de classe para promover a excelência, gestão e competitividade dos negócios turísticos no Paraná. Na sua segunda edição, a Cerimônia Kaitai será realizada no Sushi Hokkai, em um jantar para 50 pessoas que já conta com os  ingressos esgotados. O evento acontece nesta quinta, 23 de abril.

O jantar segue o ritual tradicional da cultura japonesa. A Cerimônia Kaitai envolve o corte técnico do peixe diante dos convidados e a apresentação das características de cada parte. O Bluefin é servido em três cortes: o akami, parte mais magra e vermelha do atum, o chutoro, intermediário, e o otoro, a porção mais nobre do peixe. Um chef conduz a performance sobre um palco montado no centro do salão, executando os cortes minuciosos e servindo o público a cada etapa. A cerimônia também será realizada no Sushi Hokkai de Ciudad del Este, no Paraguai, no dia seguinte.

Atum-azul sendo servido em jantar
Atum-azul será servido em cortes especiais (Foto: Grupo Capitão/Carlos Peres)

“O evento evidencia a capacidade de conectar o interior do Paraná a uma cadeia gastronômica que, normalmente, só circula por grandes capitais”, explica a Diretora Executiva do Grupo Capitão, Isabel Salvatti Raffagnin. “Mesmo tratando-se de um peixe de grandes proporções, optamos por limitar o número de convidados para preservar o rigor e a mística da experiência. É um esforço logístico que reforça nossa cultura de inovação  e oferta genuína para a região”, ressalta Júnior Lima, sócio e chefe à frente desta experiência que promete colocar Foz do Iguaçu e Ciudad del Este no roteiro da alta gastronomia.

Para encontrar mais serviços e informações úteis, acesse o Massa.com.br