Sob investigação

Cunhado de Cristiano Ronaldo é investigado por envolvimento em rinhas de galo

Ação da Polícia Civil do RS fiscalizou mais de 1,5 mil aves, avaliadas em até R$ 30 mil cada; operação apura indícios de maus-tratos e comércio ilícito

Alexandre Bertolucci, cunhado de Cristiano Ronaldo, inevstigado em operação contra rinha de galos.
Operação ainda busca mapear a origem das aves e verificar a eventual participação de outros envolvidos (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Uma operação conduzida pela Polícia Civil do Estado do Rio Grande do Sul investiga um esquema de criação e comercialização de galos de briga na Serra Gaúcha. Entre os investigados no inquérito está o empresário Alexandre Bertolucci, casado com a influenciadora Kátia Aveiro, irmã do jogador português Cristiano Ronaldo. A operação investiga a suspeita de envolvimento em esquemas de criação de animais destinados a rinhas clandestinas.

A investida ocorreu entre os dias 16 e 17 de julho pela Delegacia de Polícia de Proteção ao Meio Ambiente (DEMA/DEIC), em ação conjunta com órgãos de fiscalização ambiental. As equipes cumpriram três mandados de busca e apreensão nos municípios de Gramado e Igrejinha.

Fiscalização e indícios de maus-tratos

Segundo informações das autoridades, denúncias apontavam que os locais inspecionados funcionavam para a reprodução, preparação e venda de animais da raça Mura, aves selecionadas para brigas de galo. Alexandre Bertolucci, segundo investigações, seria um dos responsáveis pelo espaço.

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Durante a ação, cerca de 1.500 aves foram inspecionadas pelas autoridades. O delegado responsável pelo caso, Gustavo de Mattos Brentano, destacou que parte significativa dos animais apresentava situação clara de maus-tratos.

Cada espécime da raça chega a ser negociado por valores que variam entre R$ 20 mil e R$ 30 mil.

Apreensão de bens e continuidade do inquérito

Durante o cumprimento dos mandados nas cidades gaúchas, os policiais apreenderam os aparelhos celulares dos investigados, uma arma de fogo e documentos comerciais que teriam o potencial de comprovar a comercialização do criadouro.

Todos os animais foram colocados à disposição dos órgãos ambientais, que aguardam o acolhimento adequado dos animais. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul informou que as diligências prosseguem para identificar a extensão da prática criminosa, além de mapear a origem das aves e verificar a eventual participação de outros envolvidos.

A defesa de Alexandre Bertolucci ainda não se manifestou.

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