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MPF quer explicações do Twitter sobre ausência de canal de denúncias sobre fake news

MPF pede explicações ao Twitter no Brasil
MPF pede explicações ao Twitter no Brasil

Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) – O Ministério Público Federal (MPF) pediu ao Twitter explicações sobre o motivo da plataforma não ter, no Brasil, um canal de denúncias sobre notícias falsas, especialmente sobre a covid-19, como acontece na Europa e nos Estados Unidos.

O ofício, assinado pelo procurador Yuri Corrêa da Luz, da Procuradoria dos Direitos do Cidadão do MPF em São Paulo, dá 10 dias para que a empresa e sua representante legal no Brasil, Fiamma Zarife, expliquem o porque de a ferramenta não existir, se estão sendo tomadas providências para que o canal seja criado e o porque de conteúdos de desinformação sobre a Covid-19 continuarem circulando amplamente no Twitter brasileiro.

O Twitter brasileiro possui um canal de denúncias, mas entre os motivos para que uma conta ou postagem seja denunciado não está a disseminação das chamadas fake news, o que leva o usuário a escolher outra alternativa, que pode ser por exemplo que está incomodado com a postagem ou que incentiva suicídio. No entanto, pelas postagens com notícias falsas não se encaixarem perfeitamente nas razões, acabam não sendo retiradas do ar.

O procurador pede ainda que a plataforma explique o critério para concessão da chamada verificação das contas, um selo dado pelo Twitter para pessoas e empresas e que confere credibilidade, já que confirma que aquela não é uma conta falsa.

No entanto, o Twitter tem verificado contas conhecidas por transmitirem desinformação em relação a pandemia e outros temas. O caso mais recente foi o de Bárbara Destefani, bolsonarista que está sendo investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pela divulgação de notícias falsas.

O canal no YouTube de Bárbara –que usa nas redes o nome “Te Atualizei– foi incluído entre os 11 que o TSE mandou a rede social desmonetizar, ou seja, suspender os pagamentos feitos pela atração de anúncios.

A informação de que a conta recebeu o selo de verificação virou um movimento contrário dentro do próprio Twitter. Em sua conta, Bárbara credita a reação a uma perseguição por ser bolsonarista.

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