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Músico de 35 anos revelou que ficou ‘sem grana’ em 2014, mas se reinventou gerenciando outros negócios e a carreira do sobrinho João Guilherme
O músico e empresário Pe Lu, de 35 anos, famoso por integrar a boyband Restart, abriu o coração nas redes sociais para compartilhar os desafios enfrentados após o término do grupo em 2014. Em um vídeo reflexivo publicado nesta semana, o artista relembrou a drástica mudança de realidade ao se ver em uma crise financeira e de identidade após o fim da boyband. Ele explicou que precisou investir em um novo ramo, agora de agenciamento.
Segundo o cantor, a percepção do público sobre o dinheiro ganho na época do Restart não correspondia à realidade quando os trabalhos foram encerrados.
Pe Lu, ex-Restart, explicou que a combinação de ganhos inferiores aos imaginados, aliados com a falta de educação financeira resultou em uma crise no orçamento pessoal assim que a banda chegou ao fim.
“Quando a Restart terminou, em 2014, eu estava praticamente sem dinheiro por uma série de questões. Não tinha noção de investimento, fiz um monte de escolhas erradas, comprei apartamento com juros altíssimos, troquei de carro… Me vi saindo daquela posição de glamour e fama para ter reuniões comerciais, tentar comprar ponto em shopping e negociar coisas que eu nem sabia direito”, revelou.
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Com o restante de suas economias, o músico uniu forças com a irmã, Naira Ávilla, para fundar uma clínica de estética que, com o tempo, transformou-se em uma grande rede de franquias. Nesse período, ele admitiu ter lidado com o sentimento de insuficiência ao ser reconhecido em reuniões de negócios por clientes e investidores que questionavam o se paradeiro nos palcos.
Veja o relato do Ex-Restart em suas redes sociais:
A expansão dos negócios abriu portas para um novo desafio profissional: a gestão artística. Pe Lu assumiu o gerenciamento da carreira do sobrinho, o ator e influenciador João Guilherme (filho de Naira com o cantor sertanejo Leonardo), trabalho que desempenhou ao longo de uma década.
A estabilidade conquistada no setor empresarial e no agenciamento permitiu que ele financiasse novos passos no mercado musical sem a pressão financeira imediata.
Em paralelo às empresas, lançou o projeto autoral eletrônico Selva, que acumulou milhões de visualizações nas plataformas digitais e gerou retorno financeiro considerável. O artista destacou que ter fontes de renda alternativas foi o fator decisivo para viabilizar sua permanência na música independente.
Ao finalizar o relato, Pe Lu explicou que decidiu expor sua trajetória para desmistificar a ideia de que trabalhar em outras áreas representa um fracasso artístico.
“Carreiras demoram para serem construídas. Talvez você consiga chegar lá, consiga ganhar grana da sua carreira e, ainda assim, essa grana pode não ser suficiente para você sustentar sua vida, para você ter o padrão que você quer e você vai seguir tendo outros negócios, outras frentes, e está tudo bem se essa for a sua opção. Mais que isso, está tudo bem você precisar de grana, precisar trabalhar em outros lugares e colocar energia em outros lugares para construir a sua carreira”, concluiu.
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