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Dia das Mulheres
Com mais de 678 mil mulheres, Clube da Alice cria uma rede de apoio feminina
Neste Dia das Mulheres, a palavra que ecoa pelas ruas e redes sociais de Curitiba é sororidade. Mas, para mais de 670 mil mulheres, esse conceito não é apenas abstrato, ele tem nome, regras de convivência e um endereço digital certo: o Clube da Alice.
Criado em 2014 pela empresária e fotógrafa Mônica Balestieri Berlitz, o Clube da Alice deixou de ser apenas um grupo no Facebook para se tornar um ecossistema de apoio, onde o empreendedorismo feminino floresce através da conexão real entre “Alices”.
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A história começou de forma despretensiosa, com o desejo de criar um espaço onde amigas pudessem indicar serviços e produtos umas das outras. O sucesso foi imediato, em apenas um fim de semana, o grupo já contava com 2 mil participantes. Hoje, 11 anos depois, são mais de 678 mil mulheres, das quais 85% residem em Curitiba e Região Metropolitana.
O grupo se tornou uma vitrine democrática, especialmente para as pequenas empreendedoras que não teriam fôlego financeiro para grandes campanhas de marketing, mas que ali encontram um público fiel e engajado.
Um dos grandes segredos do sucesso do Clube é a sua essência humanizada. Diferente de outros marketplaces, no Clube da Alice não são permitidos perfis de empresas; apenas perfis pessoais femininos podem interagir. “É a pessoa que está por trás da marca”, explica Mônica.
Essa regra fundamental muda a dinâmica da transação comercial. “Uma das coisas que eu mais escuto das empreendedoras é que ali no grupo elas começam como clientes e se tornam amigas, porque existe uma proximidade.”
Essa cultura do apoio mútuo desafia o antigo e equivocado estereótipo de que mulheres competem entre si. “A gente consegue provar todos os dias o quanto fomos impactadas de forma errada pela ideia de que mulher não apoia mulher. O que vemos ali é o contrário. Muitas optam por comprar de uma pequena empreendedora como forma de ajudar”, afirma a fundadora.
Mônica recorda casos marcantes, como o de uma jornalista que conseguiu custear boa parte da faculdade vendendo bolos de pote no grupo. São trajetórias de mulheres que empreendem por oportunidade ou, muitas vezes, por necessidade, e encontram nas outras participantes o suporte necessário para dar o primeiro passo.
Para este 8 de março, em um mundo cada vez mais acelerado pelas cobranças das redes sociais e pela jornada múltipla, Mônica deixa um recado de acolhimento para todas as mulheres que se sentem sobrecarregadas: “Calma o seu coração. Faz no seu tempo e faz o seu melhor. A gente nunca vai conseguir fazer o suficiente para estar 100% dentro do que esperam da gente”.
O Clube da Alice prova que, quando uma mulher estende a mão para outra, tudo é possível. Em Curitiba, o “País das Maravilhas” tem url e muita força femina.
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