NOVIDADE NO VERÃO
Picolé de Cini? Sabores clássicos ganham versão gelada no Paraná
Já provou?
Além das tortas de Carambeí, outros 22 pratos paranaenses foram reconhecidos oficialmente como patrimônio do estado.
A cidade de Carambeí, nos Campos Gerais, consolidou oficialmente sua fama como a “Cidade das Tortas”. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou, nesta quarta-feira (21), o reconhecimento da Indicação de Procedência (IP).
O Brasil conta com 162 Indicações Geográficas (IGs), sendo as tortas de Carambeí o mais novo patrimônio gastronômico a entrar para a lista oficial de produtos com notoriedade e tradição comprovadas.
LEIA TAMBÉM
A história das famosas tortas de Carambeí começou em 1911, com a chegada dos primeiros imigrantes holandeses. As receitas de família, passadas de geração em geração, evoluíram para uma produção artesanal que utiliza ingredientes frescos e laticínios locais de alta qualidade.
O reconhecimento do INPI destaca não apenas o sabor, mas o saber-fazer da comunidade. Os sabores vão da clássica amora (reconhecida por lei municipal como iguaria típica) a opções criativas com nozes e doce de leite, além das versões salgadas.
O consumo é um reflexo do hábito holandês do chá da tarde, embora a sobremesa servida em fatias generosas seja o maior atrativo turístico.
A cidade recebe anualmente mais de 200 mil visitantes atraídos pela gastronomia, sendo a “Rota das Tortas” como um dos principais destinos do interior do estado.
Segundo o coordenador do Fórum Origens, Sergio Medeiros, a conquista das tortas de Carambeí levou o Paraná ao número de 23 Indicações Geográficas. O estado permanece na liderança em com mais indicações em todo o país. Confira a lista completa:
O estado ainda conta com nove receitas em análise no INPI, são elas:
A Indicação Geográfica funciona como um certificado de garantia. Ela protege o nome “Carambeí” para o setor de confeitaria, garantindo que apenas as tortas produzidas na região, seguindo os padrões históricos e de qualidade definidos, possam utilizar essa denominação.
Isso agrega valor ao produto, protege o produtor local e dá segurança ao consumidor sobre a autenticidade do que está sendo servido.
Para Sergio Medeiros, o selo colabora com a proteção e valorização do produto, assim como aconteceu com a carne de onça e a erva mate.
“Na realidade, a indicação geográfica não é criada, ela existe. Uma vez provada que ela existe, que é importante para aquele lugar e que é só daquele lugar, as pessoas sabem que as tortas são de lá.”, explica o coordenador.
O Festival de Tortas, realizado desde 2010, deve ganhar ainda mais relevância internacional com a nova chancela, atraindo novos investimentos para o turismo e para a cadeia produtiva de leite e frutas da região.
Para mais informações da categoria notícia boa, acesse o Massa.com.br
CONTEÚDOS RELACIONADOS
É O BRASIL
NOVIDADE NO VERÃO
Simulação
Notícia boa!