Segurança

Família de menino morto atropelado em Rio Branco do Sul pede justiça

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Foto: Reprodução/Rede Massa

A família de Vitor Gabriel de Bonfim de Faria, menino de três anos que morreu atropelado em Rio Branco do Sul, na Grande Curitiba, fez um protesto para chamar a atenção das autoridades e pedir justiça. 

Amigos e parentes da criança se reuniram no local do acidente, em frente à casa da vítima, na rua Antônio Elias, no bairro Nossa Senhora de Fátima. Juntos, eles seguiram até a delegacia do município com placas e cartazes.

A manifestação ocorreu no último sábado (3), exatamente uma semana depois da tragédia. 

Mãe fala pela 1ª vez

Abalada, Cássia Milene de Bonfim, mãe de Vitor Gabriel, rompeu o silêncio e conversou pela primeira vez com a imprensa. Em entrevista à Rede Massa, ela contou que o pequeno iria começar a frequentar a escola nesta segunda-feira (5)

“Eu quero justiça pelo meu filho que se foi e ele [o motorista] está aí solto. Ele está solto enquanto o meu filho está lá. Minha criança tinha tudo pela frente. Ele ia começar a estudar segunda -feira. Eu já tinha comprado todos os materiais para ele”, disse a mãe, entre lágrimas. 

Cássia declarou ainda que irá reunir todas as suas forças para que o motorista que atropelou o menino em Rio Branco do Sul não saia impune.

“Eu sei que o meu filho não volta mais. Eu jurei no caixãozinho dele que eu vou fazer justiça”,

finalizou a mãe.

Luis Andrade levou Vitor Gabriel até o hospital da cidade, se apresentou na delegacia e, até o momento, responde em liberdade. 

Pai diz que motorista queria fugir 

No local, Paulo Marcelo Faria, pai de Vitor Gabriel, fez um desabafo quanto à possibilidade do condutor não ser punido pelo atropelamento. Ele também contestou a versão dada por Andrade, de que socorreu a vítima por livre e espontânea vontade.

“O que dói mais é que eles estão falando que ele pegou a melhor advogada e já vai estar na rua. Ele disse na reportagem que ele socorreu meu filho. Meu filho, eu que socorri. Eu peguei ele nos braços, mas ele já estava mortinho”,

afirmou Faria. 

Segundo o relato do pai, o motorista foi impedido de deixar o local do acidente por uma testemunha. “Ele ia fugir, ele estava dando a ré para fugir. Aí, meu vizinho segurou na porta do carro dele e eu já entrei no carro e falei: ‘Você vai levar nós’, porque não tinha outro carro. Ele foi obrigado a socorrer”, falou ele. 

“Nós queremos justiça, mas justiça na lei. Não queremos nada de justiça com as próprias mãos”,  

finalizou Faria.

Menino morre após ser atropelado em Rio Branco do Sul

Vitor Gabriel foi atropelado na tarde do dia 27 de janeiro e morreu antes de chegar no Hospital de Rio Branco do Sul

O motorista nega que transitava em alta velocidade e defende que o caso se trata de uma fatalidade. “Não tem como andar nessa velocidade naquela rua, carro dos dois lados e muita gente. Eu não estava acima de 40 km/h”, disse ele, à Rede Massa.

Câmeras de segurança registraram o carro de Luis Andrade passando pela região pouco tempo antes de ocorrer o acidente.

Nas imagens, aparentemente, ele transita acima da velocidade permitida, mas a Polícia Civil aguarda o resultado de laudos que irão comprovar ou não a suposição. 

O caso segue em investigação. 

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