DISPUTA FAMILIAR

Filha é presa suspeita de mandar matar o próprio pai; criança presencia crime

O assassinato ocorreu dentro da residência da vítima

Leonardo Martins Barcelos foi morto após brigas familiares.
A principal suspeita é Maria Clara dos Santos Barcelos, filha da vítima. (Reprodução/Redes sociais)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta quarta-feira (28) uma mulher suspeita de participar do assassinato do próprio pai na Zona Oeste da capital. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), Leonardo Martins Barcelos teria sido morto após uma série de conflitos familiares envolvendo disputa por imóvel e desentendimentos dentro da família.

A principal suspeita é Maria Clara dos Santos Barcelos, filha da vítima. Segundo a polícia, ela teria planejado o crime junto com o namorado, Gilberto Mendes Júnior, que segue foragido. O homicídio aconteceu em março deste ano, na favela de Senador Camará, em uma das principais ruas da região. Conforme a investigação, um homem armado entrou na residência e atirou contra Leonardo Martins.

A polícia afirma que imagens de câmeras de segurança ajudaram a ligar o namorado da suspeita ao caso. Nas gravações, Gilberto aparece deixando a própria casa e caminhando em direção ao local do crime pouco antes dos disparos. Depois, ele teria sido visto retornando para casa. Segundo os investigadores, nas imagens ele aparenta carregar uma arma na cintura.

Polícia aponta conflitos familiares antes do crime

O assassinato ocorreu dentro da residência da vítima e na presença da filha caçula de Leonardo Martins, uma criança de apenas 8 anos que estava no imóvel no momento dos tiros.

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Testemunhas ouvidas pela Delegacia de Homicídios relataram que Leonardo Martins Barcelos tinha uma relação conturbada com a filha e o genro.

Segundo os depoimentos, a vítima discutia frequentemente com o casal por causa da posse de uma casa construída no terreno da família. Leonardo também teria ameaçado retirar o imóvel onde os dois moravam.

Filha teria planejado assassinato do pai após disputa familiar

Outro ponto investigado pela polícia envolve a morte de um cachorro de estimação do casal, chamado Pirata. De acordo com testemunhas, Maria Clara e o namorado responsabilizavam Leonardo pela morte do animal.

Durante as investigações, os policiais também obtiveram uma gravação de voz atribuída à suspeita. No áudio, segundo a DHC, ela afirma que “só teria paz quando ele morresse”.

A Polícia Civil continua as buscas por Gilberto Mendes Júnior, considerado foragido pelas autoridades.

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