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Tráfico de drogas
Ação mobilizou mais de 500 policiais e cumpriu 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão em três estados
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu 101 pessoas na manhã desta quarta-feira (14), em uma megaoperação contra o crime organizado. O grupo era investigado por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.
A ação foi realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), com diligências no Paraná, Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, a megaoperação mobilizou mais de 500 policiais de diversas unidades da PCPR e das polícias militares de cada estado. Foram cumpridos 92 mandados de prisão e 120 mandados de busca e apreensão.
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Nos endereços, os policiais apreenderam celulares, um quilo maconha, mais de 300 gramas de cocaína, 38 pés de maconha em uma estufa para o cultivo da planta em Curitiba, três armas de fogo, munições e documentos. Mais nove pessoas foram presas em flagrante durante as buscas.
A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário das contas usadas pelo crime organizado e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.
A investigação teve início no município de Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, após crimes violentos atribuídos ao grupo criminoso. Membros do crime organizado teriam torturado e mantido em cárcere privado vítimas acusadas de “traição” pelo grupo. Os criminosos também cobravam devedores do tráfico mediante ameaças e intimidação.
A PCPR apurou que a organização transportava drogas entre cidades, usava depósitos para guardar os entorpecentes e controlava pontos de venda à distância. Lideranças do grupo presas na megaoperação negociavam a compra e distribuição de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para revenda em diversas regiões com preços tabelados.
Ao investigar os crimes cometidos pela organização, a Polícia Civil chegou a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Paraná. Com as informações obtidas nos aparelhos, foi possível rastrear as operações do grupo.
Segundo a PCPR, o grupo mantinha uma estrutura de poder parelela dentro de presídios, com cargos e funções definidos. Havia ainda um setor responsável por fiscalizar as regras da facção, que julgava presos considerados infratores e aplicava castigos físicos.
A organização contava com integrantes responsáveis por esconder, recarregar e fazer circular celulares e roteadores entre as celas para garantir contato permanente com o mundo exterior. Do lado de fora, uma rede de apoio formada por familiares e colaboradores levava drogas escondidas no corpo durante as visitas.
Os familiares dos presos eram também eram responsáveis por movimentar os valores obtidos com o tráfico de drogas. Além das contas, a investigação identificou a existência de uma empresa de fachada do ramo de transportes para recebimento de pagamentos de cargas de drogas.
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