Fim do prazo
pessoas em situação de rua
Segundo a Prefeitura, 78 pessoas foram internadas de forma involuntária em Curitiba
O Prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, concedeu uma entrevista exclusiva à Rede Massa | SBT, nesta quinta-feira (7), e explicou o sistema de internação de pessoas em situação de rua. Além das internações voluntárias, Curitiba testa, desde janeiro, o modelo de internação involuntária.
De janeiro a abril deste ano, a Prefeitura de Curitiba internou involuntariamente 78 pessoas em situação de rua, com base na portaria conjunta nº 2. Além disso, segundo prefeito, foram 35 internações voluntárias e duas compulsórias.
Em entrevista ao Tribuna da Massa, o prefeito defendeu o posicionamento e explicou um vídeo publicado nas redes sociais.
“O que aconteceu no video acontece todos os dias. Temos um equipe enorme fazendo esse trabalho. O que eu fiz, fiz com respeito. Não quero espetacularização de nada, defendo coisa séria. Quis mostrar que Prefeitura está pronta para atender. Estou trabalhando com muito respeito, trazendo transparência para a população”, declarou.
Um vídeo publicado pelo prefeito Eduardo Pimentel causou repercussão nas redes sociais. No vídeo, o prefeito aparece falando com pessoas em situação de rua e pedindo para que deixem o espaço público – tratam-se internações voluntárias.
“Meu amigo, vai num encaminhamento de emprego, começa a trabalhar, mas não fica na rua”, diz a um dos homens no vídeo. As pessoas em situação de rua não foram identificadas durante a gravação.
Ainda no vídeo, o prefeito explica o processo e defende o trabalho “feito com respeito e dignidade”, nas próprias palavras.
Questionado sobre a iniciativa da Prefeitura, Pimentel disse à Rede Massa | SBT que a ideia dos vídeos é trazer transparência à população. Ele explicou que há algumas formas de internação, e Curitiba tem feito o necessário para cuidar dessas pessoas.
Segundo a Prefeitura de Curitiba, a decisão pela internação involuntária compete exclusivamente ao profissional médico, responsável pela análise da situação de saúde da pessoa em situação de rua. Depois de esgotadas as alternativas terapêuticas disponíveis, é ele quem define a necessidade de proteger a vida com encaminhamento a um ponto de estabilização e tratamento.
Foi criado um comitê com profissionais das três secretarias, que se reúne mensalmente, ou sempre que necessário, para acompanhar os casos de pessoas internadas involuntariamente e propor soluções para a fase de cada uma delas, de acordo com a evolução de seu tratamento.
Sobre as internações compulsórias, a prefeitura explica: “Os compulsórios são determinados por decisão judicial com base em avaliação médica, diferente dos involuntários, que são decisões exclusivamente médicas, sendo que o profissional responde perante seu conselho de classe (CRM) e a medida é informada em até 72 horas ao Ministério Público pelo sistema Protege.”
Quem faz o trabalho de identificação dessas pessoas é a FAS. De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 17.569 abordagens sociais, o que representa, em média, 146 abordagens diárias, 1.098 semanais e 4.392 mensais.
Segundo o coordenador da Central de Encaminhamento Social da FAS, Jonatas Galhardo, as equipes atuam com base em roteiros definidos, priorizando locais de maior circulação de pessoas, como praças e pontos conhecidos, onde há maior concentração de pessoas em situação de rua.
Além desses roteiros, o trabalho também é direcionado por solicitações registradas pela população na Central 156.
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