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Associação de Rádio e TV defende atividade jornalística após ação proposta contra Ratinho

Entidade dos profissionais de comunicação de São Paulo relata preocupação com “crescente judicialização de opiniões no ambiente da comunicação social”

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Foto: Divulgação/SBT

A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) publicou neste sábado (14) uma nota sobre uma ação judicial proposta contra o apresentador Ratinho, do SBT. A entidade que acompanha os profissionais de comunicação, alertou que os programas de televisão sempre foram espaços legítimos para análises, questionamentos e críticas sobre temas relevantes da sociedade.

A associação ainda manifesta preocupação com a crescente judicialização de opiniões no ambiente da comunicação social. Para a AESP, essa conduta pode gerar efeitos inibidores sobre o jornalismo.

Diante da ação judicial proposta contra Ratinho, após comentários do apresentador, a AESP ressaltou que irá acompanhar com atenção o processo, com objetivo de garantir e preservar a atividade jornalística e a liberdade de imprensa. Confira a nota completa:

“A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) acompanha com atenção a ação judicial proposta contra o apresentador Carlos Roberto Massa (Ratinho) e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em razão de comentários feitos durante programa televisivo. A entidade entende que o respeito às pessoas deve sempre orientar o debate público. Ao mesmo tempo, manifesta preocupação com a crescente judicialização de opiniões no ambiente da comunicação social. O jornalismo, os programas de opinião e os conteúdos transmitidos pelo rádio e pela televisão sempre foram espaços legítimos para análises, questionamentos e críticas sobre temas relevantes da sociedade. A radiodifusão brasileira tem como fundamentos constitucionais a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o direito ao debate público. A judicialização excessiva de opiniões pode gerar efeitos inibidores sobre o jornalismo, os comunicadores e o livre debate de ideias na sociedade. A AESP reafirma que democracias fortes não temem o debate, elas o protegem. Por isso, considera essencial preservar a liberdade de imprensa, a atividade jornalística e a livre manifestação de ideias no rádio e na televisão, pilares indispensáveis para uma sociedade verdadeiramente democrática. São Paulo, 14 de Março de 2026”, diz a nota.