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Hospital de Curitiba registrou mais de 500 acidentes no período em 2025.
O número de acidentes no Carnaval preocupa a rede pública de saúde de todo o país. O aumento do fluxo de veículos, somado à perigosa combinação entre álcool e direção, reflete-se diretamente nos prontos-socorros.
Em Curitiba, o Hospital Universitário Cajuru, registrou em 2025 o seu pico de atendimentos envolvendo acidentes no Carnaval, com 501 ocorrências, um salto de quase 100 casos em comparação ao segundo mês mais movimentado.
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Segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), o volume de acidentes costuma crescer entre 20% e 30% durante o feriado, com dois terços das ocorrências envolvendo motoristas embriagados.
A gravidade dos casos também se intensifica nesta época. Médicos da instituição alertam que, além do álcool, fatores como privação de sono, desidratação e o uso de celular ao volante transformam o trânsito em um ambiente imprevisível.
As lesões mais comuns atendidas pelas equipes de ortopedia envolvem fraturas complexas de fêmur, tíbia e tornozelo, atingindo principalmente motociclistas e pedestres.
Traumas de coluna e lesões medulares são as consequências mais temidas, pois frequentemente resultam em sequelas permanentes, como paraplegia ou incapacidade laboral, gerando um impacto psicológico e social profundo em pacientes jovens.
Essa escalada de acidentes no Carnaval gera um efeito em cascata no SUS. Internações prolongadas e a necessidade de cirurgias complexas com materiais de alto custo consomem recursos e leitos de UTI que poderiam ser destinados a pacientes com câncer ou doenças crônicas.
Diante desse cenário, o Hospital Cajuru lançou a campanha “No carnaval, nada parece mal”, com ações educativas nas estradas e no carnaval de rua de Curitiba.
Para mais informações sobre saúde, acesse o Massa.com.br.
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