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Curitiba pode passar a oferecer canetas emagrecedoras no SUS

Acesso seria condicionado a critérios clínicos e prescrição médica

mounjaro canetas emagrecedoras
O Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba pode passar a oferecer Tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro; elas são popularmente chamadas de canetas emagrecedoras. (Foto: Imagem Ilustrativa/Pexels)

O Sistema Único de Saúde (SUS) de Curitiba pode passar a oferecer Tirzepatida, o princípio ativo do Mounjaro; elas são popularmente chamadas de canetas emagrecedoras. O projeto leva em consideração o avanço da obesidade como um dos principais desafios de saúde pública e das dificuldades de acesso a tratamentos eficazes.

As canetas emagrecedoras no SUS de Curitiba são uma proposta da vereadora Meri Martins (Republicanos) na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). O projeto aguarda instrução jurídica para iniciar sua tramitação nas comissões temáticas.

Canetas emagrecedoras no SUS de Curitiba

O medicamento é popularmente conhecido como “caneta emagrecedora” por ser aplicado por meio de um dispositivo injetável semelhante a uma caneta, utilizado no tratamento da obesidade. A projeto de Curitiba diz que o acesso à Tirzepatida será condicionado a critérios clínicos, prescrição médica e acompanhamento multiprofissional, em conformidade com os protocolos SUS.

A vereadora defende o projeto dizendo que a obesidade é uma doença crônica multifatorial associada a complicações graves, como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida. Nos casos mais severos, os riscos incluem incapacidades físicas e aumento da mortalidade, o que exige estratégias de tratamento mais acessíveis e eficazes.

Como funcionaria o acesso às canetas emagrecedoras no SUS de Curitiba?

O texto define que o fornecimento da Tirzepatida será destinado a pacientes com índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40 kg/m², caracterizando obesidade grau III.

Para ter acesso ao tratamento, será necessário: prescrição médica emitida pela rede pública; laudo que comprove o diagnóstico e a indicação terapêutica; acompanhamento por equipe multiprofissional; monitoramento clínico contínuo. O projeto também prevê prioridade para pacientes com comorbidades associadas, especialmente aquelas que aumentam o risco cardiovascular.

O fornecimento do medicamento dependerá da disponibilidade orçamentária e financeira do Município, além da compatibilidade com os protocolos clínicos do SUS. Segundo a justificativa, o alto custo da Tirzepatida ainda representa uma barreira significativa para a população, especialmente para pacientes que dependem exclusivamente do sistema público de saúde.

O custo do tratamento com a caneta emagrecedora pode variar entre cerca de R$1.500 e R$3.500 mensais, a depender da dosagem e da marca do medicamento.

Quem poderia ter acesso ao tratamento?

CRITÉRIOEXIGÊNCIA PREVISTA NO PROJETO DE LEI
DiagnósticoObesidade grau III (IMC acima de 40)
PrescriçãoMédico da rede pública de saúde
DocumentaçãoLaudo com indicação terapêutica
AcompanhamentoEquipe multiprofissional
Prioridade Paciente com comorbidades

A proposta foi protocolada em 17 de março e aguarda o parecer técnico da Procuradoria Jurídica. Após essa etapa, seguirá para a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). E se sua constitucionalidade for constatada pelo colegiado, seguirá tramitando nas demais comissões permanentes da Câmara de Curitiba. Se aprovada e sancionada, a lei entrará em vigor 90 dias após a sua publicação no Diário Oficial do Município.

Para mais informações sobre saúde, acesse o Massa.com.br