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Condição que deforma o músculo do coração pode ser agravada pelo uso de substâncias como anabolizantes
A cardiomiopatia hipertrófica, doença citada no laudo de óbito do jovem fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, morto aos 22 anos em São Paulo, é uma das principais causas de paradas cardiorrespiratórias repentinas em jovens e atletas.
A doença se caracteriza pelo crescimento exagerado de uma parte do músculo do coração (o miocárdio), geralmente na parede do ventrículo esquerdo. Esse espessamento faz com que o órgão fique rígido, transformando um tecido que deveria ser elástico em uma barreira que dificulta a saída do sangue para o resto do corpo.
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A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença perigosa porque, na maioria das vezes, se desenvolve sem dar nenhum aviso prévio. Em grande parte dos casos, ela tem origem genética e hereditária, sendo apontada por cardiologistas como uma das maiores responsáveis por mortes súbitas em pessoas com menos de 35 anos no mundo.
No entanto, a condição também pode ser adquirida ou severamente agravada ao longo da vida. No universo do fitness competitivo e do fisiculturismo, dois fatores funcionam como potencializadores da doença:
Além dos esteroides, especialistas apontam que o uso de outros hormônios fora de indicação médica, como a insulina, eleva o risco de colapso a níveis preocupantes. Utilizada por alguns atletas para acelerar a entrada de nutrientes nas células e hipertrofiar o corpo, a insulina sem controle médico pode causar crises severas de hipoglicemia, tremores, convulsões, coma e falência dos órgãos.
Embora o primeiro sintoma da cardiomiopatia hipertrófica possa ser, infelizmente, o próprio mal súbito, o corpo costuma dar pequenos sinais de alerta que não devem ser ignorados por quem pratica atividades físicas.
Procurar um cardiologista e realizar exames de rotina, como o ecocardiograma e o eletrocardiograma é fundamental caso você sinta:
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