Novo medicamento

Anvisa aprova Niktimvo para doença do enxerto contra hospedeiro

Medicamento é indicado para pacientes que enfrentam a doença do enxerto contra hospedeiro, uma reação de rejeição celular

Anvisa aprovou um tratamento para a doença do enxerto contra hospedeiro, uma complicação que afeta pacientes após o transplante de medula.
Novo anticorpo monoclonal é indicado para pacientes com mais de 40 kg e após falha em terapias anteriores (Foto: Reprodução/Magnific)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para pacientes que enfrentam complicações após o transplante de medula óssea. O remédio, chamado Niktimvo (axatilimabe), foi liberado oficialmente para tratar a doença crônica do enxerto contra o hospedeiro.

A nova terapia é voltada para adultos e pacientes pediátricos que pesem 40 quilos ou mais, preenchendo uma lacuna no sistema de saúde para os casos mais complexos de recuperação.

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O que é a doença do enxerto contra hospedeiro?

A doença é uma complicação tardia e perigosa que costuma se manifestar cerca de 100 dias após a realização do transplante de medula.

O problema acontece quando as células de defesa do doador (linfócitos T) estranham os tecidos do corpo de quem recebeu o transplante. Em vez de proteger, essas células passam a atacar os órgãos saudáveis do próprio paciente.

Segundo a Anvisa, a condição prejudica gravemente a qualidade de vida, causa diversas morbidades e aumenta o risco de mortalidade.

Nova opção para casos difíceis

Até a liberação deste novo remédio, pacientes que não respondiam aos tratamentos convencionais possuíam opções terapêuticas extremamente limitadas.

O Niktimvo atua nesta linha de frente, pois o anticorpo monoclonal foi aprovado para ser utilizado de forma específica após o paciente registrar falha em pelo menos outras duas linhas de terapias anteriores. A aprovação atende a uma demanda urgente de pessoas que lutam contra a rejeição no organismo.

Resultados promissores do tratamento

Os estudos clínicos que basearam a aprovação da agência federal mostraram uma alta eficácia da medicação no controle da doença.

A pesquisa comprovou que a administração de uma dose a cada duas semanas apresenta uma excelente relação de benefício e risco. Durante os testes, o medicamento alcançou uma taxa de resposta positiva de 73,8% logo nos primeiros seis ciclos de aplicação nos pacientes.

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