ENTENDA
Chocante
Wendy Duffy não tem doença terminal, mas decidiu dar fim à própria vida após perder o filho há quatro anos.
Uma mãe britânica de 56 anos tomou uma decisão drástica que está chocando o mundo. Wendy Duffy viajou para a Suíça para encerrar a própria vida em uma clínica de morte assistida.
Ex-cuidadora de idosos, Wendy pagou cerca de £ 10 mil (aproximadamente R$ 63 mil) à clínica Pegasos. A decisão veio após quatro anos de sofrimento profundo pela morte de seu único filho, Marcus, de 23 anos.
Mesmo sem enfrentar uma doença física terminal, ela afirma que a dor emocional é insuportável. “Eu existo, mas não vivo”, declarou Wendy em entrevista pouco antes de partir para o procedimento.
A vida de Wendy mudou completamente há quatro anos, em um acidente doméstico fatal. Marcus chegou em casa após uma noite de festa e acabou dormindo no sofá enquanto comia um sanduíche.
Wendy encontrou o filho já com o rosto roxo. Com treinamento médico, ela tentou manobras de ressuscitação e gritou por socorro, mas o pior foi confirmado no hospital: ele engasgou com metade de um tomate cereja.
O jovem ficou cinco dias em aparelhos antes de ter a morte confirmada. Seus órgãos foram doados, ajudando inclusive uma criança de quatro anos, mas o consolo não foi suficiente para curar o luto da mãe.
Após a perda, Wendy passou por sessões intensas de terapia e fez uso de antidepressivos. Nove meses após a morte de Marcus, ela chegou a tentar o suicídio, ficando semanas em um ventilador pulmonar.
“Naquele dia no necrotério, quando vi meu menino em uma mesa de metal, eu morri por dentro também”, desabafou. Wendy afirma que não é mais a mesma pessoa e que não sente mais alegria em nada.
Apesar do apelo de amigos e familiares, ela se manteve firme. “Não vou mudar de ideia. Por favor, fiquem felizes por mim. Minha vida, minha escolha”, disse ela antes de seguir para a morte assistida na Suíça.
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