SAÚDE

Câncer de pulmão do Papa Leão XIV: veja quais são os sintomas e fatores de risco

O pontífice passou por uma cirurgia em Roma, na terça-feira (13), para retirar parte do pulmão direito, após exames identificarem um nódulo

Papa Leão XIV
A doença pode não apresentar sinais nas primeiras fases (Foto: Reprodução/Vatican News)

O diagnóstico de câncer de pulmão do Papa Leão XIV, de 71 anos, chamou a atenção para a importância de detectar a doença precocemente. O pontífice passou por uma cirurgia em Roma, na terça-feira (13), para retirar parte do pulmão direito, após exames identificarem um nódulo.

Segundo informações divulgadas pelo Vaticano, o procedimento ocorreu sem complicações, e a análise do tecido confirmou um adenocarcinoma pulmonar, um dos tipos mais comuns de câncer de pulmão. O câncer de pulmão do Papa Leão XIV foi descoberto durante exames de rotina, ainda em fase inicial.

Quais são os sintomas do câncer de pulmão?

A doença pode não apresentar sinais nas primeiras fases, o que dificulta o diagnóstico. Entre os sintomas mais frequentes estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, cansaço e perda de peso sem explicação. Em alguns casos, também pode haver sangue no escarro.

Embora o tabagismo seja o principal fator de risco, pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver a doença. A exposição à fumaça, à poluição e a determinadas substâncias químicas também pode aumentar o risco.

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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 35.380 novos casos por ano entre 2026 e 2028.

Diagnóstico precoce pode ampliar opções de tratamento

Quando o tumor é identificado enquanto ainda está localizado, a cirurgia pode ser uma alternativa com intenção curativa. A escolha do tratamento depende do estágio da doença, das condições de saúde do paciente e das características do tumor.

Além da cirurgia, podem ser indicadas terapias como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e medicamentos direcionados a alterações específicas das células cancerígenas.

A oncologista clínica Thais Almeida, do Instituto de Oncologia do Paraná (IOP), explica que o câncer pode evoluir silenciosamente. 

“O câncer de pulmão costuma ser associado a sintomas respiratórios importantes, mas nem sempre eles aparecem no início da doença. Em muitos casos, o tumor cresce silenciosamente. Quando conseguimos identificar uma alteração ainda localizada, temos a possibilidade de avaliar tratamentos com intenção curativa, incluindo a cirurgia, dependendo das características do paciente e do tumor.”

A tomografia computadorizada de baixa dose pode ser recomendada para determinados grupos de maior risco, mas não é indicada indiscriminadamente para toda a população.

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