Casos em 2026

Paraná confirma dois casos de Hantavírus; veja sintomas da doença e riscos

Vírus transmitido por roedores pode causar doença chamada hantavirose; Paraná já tem 2 casos confirmados

Profissionais da saúde
Paraná teve três casos de Hantavírus desde 2025 (Foto: Divulgação)

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) revelou que em 2026 o estado registrou dois casos de hantavirose. O alerta vem após a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgar, nesta semana, casos e mortes registrados a bordo de um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde. 

No Paraná, os números representam ainda uma baixa incidência da doença. Em 2025, houve apenas um caso confirmado no município de Cruz Machado. Já em 2026, foram confirmados dois casos, sendo um em Pérola d’Oeste e outro em Ponta Grossa. Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.

Em nota, a Sesa esclarece que os casos confirmados no Paraná não possuem relação com a ocorrência no cruzeiro. Além disso, foram diagnosticados em meses anteriores e cidades distintas, sem a transmissão por contato. Veja a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que os casos de hantavírus confirmados no Paraná em 2026 não têm relação alguma com o episódio do cruzeiro. Eles foram identificados em Pérola d’Oeste (abril) e Ponta Grossa (fevereiro). Outros 21 casos foram descartados e 11 seguem em investigação.
Não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que tem transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os casos confirmados pela OMS. Os casos identificados no Estado são da cepa silvestre, transmitida por meio de animais silvestres (roedores). Não há qualquer surto registrado.
A Sesa faz o monitoramento permanente da circulação do hantavírus no Estado, com vigilância ativa (pesquisa ecoepidemiológica) de roedores silvestres em áreas rurais com confirmação de caso em humano e reforça que a doença está controlada no Estado, sem qualquer motivo para preocupação.

Como ocorre a transmissão?

A hantavirose é uma zoonose viral (doença transmitida de animais para humanos) de notificação compulsória imediata. É transmitida aos humanos principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Outras formas de contágio incluem o contato do vírus com mucosas, arranhões ou mordidas desses animais.

Quando se desenvolve, o vírus pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que afeta principalmente pulmões e coração. A doença pode variar de quadros leves, semelhantes a uma gripe, até casos graves com insuficiência respiratória.

Quais são os sintomas?

Na fase inicial, os sintomas da hantavirose incluem febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Se evoluir para a fase cardiopulmonar, o paciente pode apresentar dificuldade para respirar, tosse seca e pressão baixa.

Não há tratamento específico para a infecção por hantavírus, sendo as medidas terapêuticas de suporte e ministradas por profissionais médicos. Ao primeiro sinal da doença, a recomendação é procurar um serviço de saúde imediatamente, pois o tratamento oportuno é fundamental e pode salvar vidas.

Como prevenir o hantavírus?

Para se prevenir, a população deve evitar o contato com roedores silvestres. As medidas incluem roçar o terreno em volta das residências, dar destino adequado a entulhos, manter alimentos estocados em recipientes fechados, usar equipamentos de proteção, como luvas e calçados fechados, e fazer apenas limpeza úmida de anexos domiciliares como galpões, silos e paióis como forma a evitar a contaminação pelos aerossóis.

Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, a situação está sob controle e a rede de saúde está preparada.

“A hantavirose é uma doença monitorada rigorosamente pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa. Estamos acompanhando de perto e garantimos que os profissionais de saúde estão capacitados para identificar e tratar com rapidez qualquer suspeita da doença”, afirmou.

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